22 de novembro-Dia do Músico

Pilar Literário / 26/11/2021 - 00h01

“A música é a voz harmoniosa da criação; um eco do mundo invisível; uma nota de concordância divina que o universo inteiro entoará um dia”. Giuseppe Mazzine

“O canto é uma função natural do homem. O desejo de cantar se manifesta desde o berço”. Hans C. Andersen

Nesse tempo especial, 22 de novembro, desejo falar-lhes do músico embrião, do músico lá na vida intrauterina, que brinca com os sons no útero materno, seu primeiro auditório. É possível?

Betânia Parizzi e Helena Rodrigues no livro “O Bebê e a Música relatam”: “A nossa musicalidade já se manifesta desde o nascimento, ou até mesmo antes de nascermos. Muitos pais contam que mesmo antes do nascimento já colocavam música para que os bebês ouvissem e cantavam para eles. Mal sabem esses pais que este comportamento faz parte da nossa humanidade. Trata-se de um instinto sem o qual nossa espécie não teria sobrevivido. E mais! A música pode ter sido o grande elo (e o mais profundo) que temos com nossos ancestrais. A experiência musical é prazerosa, vivifica a criança, atiça seu impulso vital, promove seu engajamento solidário com seus pares e fortalece laços afetivos. Tudo isso numa época em que a plasticidade cerebral é máxima! Assim, a criança, durante seus primeiros anos de vida, poderá desenvolver todo o seu potencial musical inato e aprender música como aprende a língua materna”.

Endossando as palavras das professoras citadas quero deixar registrada a história do livro “Histórias e Parábolas para a Família”, de Chrystian Shankar.
“Como qualquer mãe, Karen, quando soube que um bebê estava a caminho, fez todo possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de idade, a se preparar para a chegada da criança. Os exames mostraram que era uma menina, e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe. Ele já amava a sua irmãzinha, mesmo antes de nascer. A gravidez se desenvolveu normalmente, entretanto, surgiram algumas complicações no trabalho de parto, e a menina foi levada para a UTI neonatal do Hospital Saint Mary. Os dias passavam e a menininha piorava. O médico disse a seus pais que deveriam se preparar para o pior, pois as chances dela eram muito pequenas. Enquanto isso, Michael, todos os dias, pedia aos pais que o levassem para conhecer a sua irmãzinha. A segunda semana de UTI começou e esperava-se que o bebê não sobrevivesse até o final dela. Michael continuava insistindo com seus pais para conhecer sua irmãzinha, mas crianças não eram permitidas naquela UTI. Karen, então, decidiu que levaria Michael ao hospital de qualquer jeito. Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse naquele momento, talvez não a visse viva. Finalmente Michael foi levado até a incubadora. Depois de alguns segundos olhando, ele começou a cantar, com sua voz pequenina, a mesma canção que cantava para ela na barriga da mãe. Nesse momento, o bebê pareceu reagir. A pulsação começou a abaixar e se estabilizou.

aren encorajou Michael a continuar cantando. No dia seguinte, a irmã de Michael já tinha melhorado bastante e, em poucos dias, foi para casa. O Woman’s Day Magazine chamou essa história de “O Milagre da canção de um irmão”.
Parabéns aos músicos pelo seu merecido dia!

A Musicalidade Comunicativa constitui a base da comunicação humana. Haja música na escola, haja música na família como há música na igreja e haveremos de presenciar grandes transformações nas vidas dos pequeninos e dos adultos também.

Visualizamos a música como veículo de diversão, recreação e deleite, mas convém-nos buscá-la como um instrumento que promove saúde e cura. Bem aventurados os que ensinam e propagam a música como um elo que promove a interação entre os seres!

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