Uma campanha em favor da mulher

Editorial / 12/10/2021 - 00h13

Quando chega o mês de outubro, as instituições públicas e diversas empresas se iluminam de rosa e inúmeras pessoas da sociedade em geral utilizam laços cor-de-rosa em suas roupas por ocasião da campanha “Outubro Rosa”.

Trata-se de um movimento importante de conscientização e mobilização pela detecção precoce do câncer de mama. Mas, só luzes e fitas não são suficientes nesta luta. É preciso mais! É preciso que as mulheres se sensibilizem e comecem o mais rápido possível a realizar o autoexame e a se cuidar precocemente, já que estamos falando de uma doença grave, quinta maior causa de mortes no mundo. 

E o governo, esse precisa promover urgentemente a reestruturação da saúde pública, já que a falta de estrutura médico-logística é um dos problemas que as mulheres enfrentam. Não há mastologistas suficientes nos hospitais e nas clínicas do Sistema Único de Saúde (SUS), e quando é preciso realizar exames de mamografia, ultrassonografia e ecografia é travado outro embate.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que, por ano, surgem 60 mil novos casos de câncer de mama no país, um número alarmante que precisa ser revertido o quanto antes.

Se descoberta no início, a doença tem 95% de chance de cura. No mundo, 25% dos casos de câncer em mulheres são de mama e em 66,2% dos casos é a própria mulher quem detecta a doença. 

E a doença em si é apenas uma parte do problema, pois a mutilação é ainda um desafio enorme para quem vence o câncer. Atualmente, a legislação brasileira institui que a reparação do dano deve ser feita no ato da retirada do câncer, ou tão logo possível. Essa é uma decisão bastante positiva, haja vista os transtornos psicológicos que a cirurgia tem. 

O fato é que apenas luzes coloridas não resolvem. É preciso muito mais, além de estrutura da saúde pública, é preciso uma consciência coletiva que cobre o cuidar com quem foi diagnosticado, que lute para que a prevenção seja uma realidade e que o pós-tratamento seja oferecido a todas.

Além disso, uma dose de empatia, amor e carinho com todas essas mulheres pode ser um remédio poderoso, nessa luta em favor da vida.

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