Tempo de decisões

Editorial / 29/08/2020 - 00h01

A partir de 31 de agosto e até 16 de setembro, mais uma fase da jornada política, a que estão sujeitos todos os que querem se candidatar a algum cargo nas eleições de 2020, será posta em prática. Neste período, todos os partidos políticos deverão realizar as suas convenções, quando o partido oficializa as suas candidaturas. O evento demarca o fim dos “SE” por parte dos candidatos e estabelece o início das eleições de fato. Isto porque, de agora em diante, as cartas estarão postas na mesa e não haverá mais brechas para blefes. Porque, mais do que definir o cenário político da disputa municipal pelo Brasil afora, as Convenções chegam para consolidar candidaturas, mostrando quem é quem no jogo político. 

Dada a largada, quando alguns deixam o palco para novamente ganharem as sombras, a disputa ganha as ruas, entra pela casa do cidadão, que terá, então, a missão de analisar as cartas que estão na mesa, de comparar e, sobretudo, de avaliar quem de fato tem perfil, tem capacidade e competência para alcançar as soluções que sua cidade precisa. Nesta fase do jogo, sem dúvida a batalha se dará, em tempos de pandemia, nas redes sociais. 

Por isso, o cidadão terá trabalho redobrado para saber diferenciar o joio do trigo, já que poderá não mais encontrar as informações sobre candidatos e candidaturas pelas esquinas. Os candidatos, estes também precisarão encontrar a forma mais eficaz de fazer do mundo virtual um parceiro, das redes sociais uma vitrine efetiva para apresentar a si, para divulgar suas propostas para convencer o eleitor de que está, de fato, preparado para assumir a vaga que pleiteia, sempre tendo em mente que a decisão agora está no outro lado da tela, nas mãos dos eleitores.

Se a eleição na era do Novo Normal será menos barulhenta, não se sabe ainda, o fato que ela continuará sendo o caminho para ir de encontro à democracia, para fortalecer o papel do cidadão na construção de uma sociedade mais justa, que garanta igualdade de direitos e deveres a todos os brasileiros e, principalmente, ela permanece sendo o caminho mais curto para a promoção das mudanças ou correção de rumo, que se faz necessária a naus que, por ventura, estejam desgovernadas. 

Certo mesmo, é que a partir de 31 de agosto, o futuro de 5.570 municípios, de 26 estados que compõem esse país chamado Brasil, estará em jogo. Então, vamos ao jogo!
 
 
 

 

Publicidade
Publicidade
Comentários