Sem surpresas

Editorial / 20/06/2017 - 00h00

O acidente na BR-251, na madrugada desta segunda-feira, sem dúvida alguma é mais uma tragédia anunciada. Tragédia que desta vez vitimou fatalmente dez pessoas, incluindo um bebê de apenas dois meses, ferindo outras 19 (números conhecidos até o fechamento desta edição). É mais um capítulo trágico da rodovia que já ceifou a vida de outras muitas gentes que por ela se arriscaram.

Pelas informações preliminares, a péssima condição da rodovia não teria sido a única vilã deste derradeiro infortúnio. Acredita-se que o motorista do ônibus, que fazia o percurso São Paulo/Bahia, aliás, sem a regularidade exigida (seria um transporte clandestino), tenha cochilado ao volante por alguns segundos, o bastante para que o veículo saísse da pista e tombasse a poucos quilômetros da cidade de Salinas.

A BR-251 é uma das mais perigosas do País, em especial pela ausência de manutenção. Há anos ela amarga uma situação de precariedade. Chegou ao cúmulo de moradores de cidades pelas quais passa tomarem a iniciativa de tapar os buracos das pistas com terra. Um esforço inútil, uma vez que de nada adiantou a boa intenção.

Atualmente a rodovia, no trecho que segue de Montes Claros a Grão Mogol está recebendo revitalização, sendo recuperados 88 km de pistas, trabalho que só será concluído em um ano e meio. Uma obra que, não fossem gestões de algumas pessoas preocupadas com tanta fatalidade, entre elas a deputada federal Raquel Muniz, ainda estaria no papel. Obras que não poderiam demorar tanto para serem concluídas, é verdade. Ou seja, até lá, o pesadelo de trafegar pela BR-251 persistirá e continuará sendo um desafio dos mortais.

 

 

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