Sem limites

Editorial / 02/10/2021 - 00h00

Ocupados em promover mudanças na Lei Eleitoral que beneficiassem os que estão atualmente no poder, deputados e senadores esqueceram ou fingiram-se de esquecidos para não votar o limite gasto para a Campanha 2022. 

Os limites de gastos eleitorais são determinados por lei, um ano antes das eleições e, se em 24 horas o Congresso Nacional não arrumar uma forma de estabelecer esses limites e transformá-los em lei, os gastos estarão liberados.

Isso implica que, em 2022, os candidatos poderão se fartar de gastar o dinheiro público, fruto dos impostos pagos pelos cidadãos, e que têm recheado os Fundos Partidários.

Tudo isso demonstra o quanto os representantes do povo estão de fato preocupados e ocupados com as demandas coletivas.

Além disso, ficará difícil para o TSE ou qualquer órgão de controle enquadrar os candidatos em possíveis abusos econômicos, o que vai garantir a farra com o dinheiro do povo.

Se o assunto fosse de interesse do parlamento e trouxesse benefícios para quem faz as leis, sem dúvida deputados e senadores passariam as próximas 24 horas sem dormir, como já fizeram inúmeras vezes, elaborando e votando a lei.

Mas, como para eles é mais vantajoso que a regra inexista, certamente se farão de esquecidos.

Enquanto isso, o povo segue pagando a conta que está dia a dia mais e mais cara. Resta então chamar o cidadão à responsabilidade e à consciência para que não faça das eleições, da escolha dos seus representantes, uma brincadeira ou uma troca egoísta de favores.

Se quem está no poder não pensa e não se preocupa com o povo, é hora de colocar lá representantes que, de fato, pensem no coletivo e não no próprio umbigo.

Ficará difícil para o TSE ou qualquer órgão de controle enquadrar os candidatos em possíveis abusos econômicos, o
que vai garantir a farra com o dinheiro do povo​

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