Segurança na pandemia

Editorial / 19/03/2021 - 00h01

O isolamento social e o vai e vem do lockdown impostos pela pandemia da Covid-19 trouxeram para comerciantes, empresários e empreendedores um novo normal que implica em manter as portas dos seus empreendimentos baixadas. Todos têm se esforçado para cumprir as novas regras, respeitar os incontáveis decretos e, sobretudo, fazer parte da coletiva que busca proteger a sociedade como um todo através das ações determinadas pelo poder público.

Mas, se a população, a sociedade está tentando ao máximo, ainda que aos trancos e barrancos e nem sempre de boa vontade, cumprir as regras, cumprir seus deveres de cidadão, o mesmo não se pode dizer do poder público, que tem o poder de impor as regras. 

Prova disso são os inúmeros relatos que têm ganhado as redes sociais de empreendimentos que têm sido “visitados” pelos famosos amigos do alheio. Sim, enquanto a maioria está em casa e muitos desempregados ou sem acesso aos seus empreendimentos, os ladrões continuam à solta. Para quem tem sido obrigado, pela própria realidade que se apresenta, a manter lojas, salões de beleza, barbearias, bares e restaurantes fechados, ou funcionando de forma “capenga”, não é justo que o poder público não cumpra sua parte, seu dever, que é o de garantir segurança à população. Porque é isso o que tem acontecido.

Para todos esses empreendedores, muitos deles assistindo seus sonhos ruírem, seus empreendimentos construídos com muito sacrifício serem arruinados, é extremamente revoltante receber visitas tão desagradáveis, que levam, sem aviso prévio, parte do que custaram uma vida para construir e, o mais grave, não deixam qualquer pista para onde foram. Mas grave é mesmo é saber que quem tinha a obrigação, o dever de cuidar dos seus bens, não teve esse cuidado.

Óbvio que os esforços maiores precisam ser em função daqueles que estão lutando pela vida contra o vírus, mas a segurança dos comércios que estão obrigados a se manterem fechados também faz parte dessa guerra, porque a maioria deles existe em função de lutas de uma vida inteira.

Então, por favor, “senhor” poder público, cumpra o seu dever, como a maioria dos cidadãos têm cumprido os seus. É o mínimo, neste caos que todos têm sido obrigados a enfrentar.
 

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