Rumo ao ideal

Editorial / 03/06/2017 - 01h00

As ruas de Montes Claros, especialmente as do centro, estreitas e antigas, já não comportam grande número de veículos. A constatação não é nova, mas nem por isso o número de veículos deixa de aumentar. Assim, inevitavelmente, aumentam os números de acidentes, não exclusivamente, claro, causados pelo espaço diminuto, mas muito também pela inabilidade e imprudência de motoristas e pedestres, somadas à impaciência de ambos, o que é trivial (e perigoso) em trânsito travado, que leva à desobediência a normas elementares que regem o setor.

Mas, mesmo neste cenário propício a acasos, às vezes lutuosos, surge boa notícia: o número de acidentes, pelo menos no primeiro quadriênio de 2017 diminuiu 22% se comparado ao do ano passado: 730 contra 940, com as batidas protagonizando as estatísticas, acompanhadas por capotamentos e atropelamentos (leia mais na página 04).

Vários fatores favoreceram à baixa, incluindo a educação - isso mesmo, a educação do cidadão quanto aos direitos e deveres no trânsito. Aprendemos um pouco mais, é verdade, mas, convenhamos, essa conscientização não foi algo natural em nós, motoristas e pedestres. Foi, antes de tudo, um comportamento civilizado e responsável precisamente imposto a nós pelo trabalho didático, preventivo e punitivo da Polícia Militar, da Polícia Civil, Polícia Rodoviária e do Corpo de Bombeiros entre outras instituições que interagem na construção de um ambiente favorável a um trânsito humano e que resguarde a vida. A Lei Seca também tem importante papel nessa redução de acidentes.

Agora, cabe a cada um de nós manter essa civilidade. Para mantermos a vida.

 

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