Risco social

Editorial / 11/07/2018 - 07h37

Um olhar mais sensível para a situação das entidades que prestam assistência a carentes é imprescindível nos municípios para evitar que problemas sociais, que deveriam ser solucionados com ações governamentais, se agravem ainda mais. Em Montes Claros, a prefeitura parece fechar os olhos para a grande importância das instituições que desenvolvem trabalhos sociais. 

Responsáveis por questões importantes como a inclusão de deficientes, qualificação profissional e educação, entidades com trabalho reconhecido foram desclassificadas nesta semana pela comissão subordinada ao Conselho Municipal da Criança e do Adolescente para receber verbas dos cofres da prefeitura. Sem os recursos municipais, elas terão os serviços comprometidos ou correm o risco de fechar as portas.

A alegação da comissão é a de que as entidades não atendem aos requisitos exigidos, embora as instituições desenvolvam há vários anos trabalhos na cidade e apresentem bons resultados em relação à inclusão de deficientes e qualificação profissional. 

Para que obtenham as verbas, as instituições terão que recorrer da decisão da comissão, que irá avaliar os pedidos.

Antes de deixar tais entidades sem os recursos, a comissão precisa levar em conta os prejuízos que a falta ou o mau funcionamento delas pode trazer para o município. 

Serão jovens sem qualificação e deficientes sem escola. Ônus social que certamente não é nem será assumido pela esfera municipal. 

Sem os recursos municipais, entidades correm o risco de ter serviços comprometidos ou podem até mesmo fechar as portas

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