Reinventar e lutar

Editorial / 26/08/2020 - 00h01

A Covid-19 chegou como um tsunami, varrendo tudo, carregando vidas, a saúde dos que sobrevivem ao vírus e, ainda, a saúde financeira do mundo. No Brasil, a curva do desemprego, que já andava alta, atingiu índices alarmantes. O dólar foi nas alturas e a curva da economia beirou o zero. Nesta esteira de notícias ruins, salvou-se e salvou-nos o agronegócio, a agricultura familiar. A onda que veio do campo foi decisiva para amenizar a crise econômica instalada, ajudando a trazer equilíbrio. 

O setor, embora não tenha ficado incólume às instabilidades provocadas pela pandemia, seguiu firme, no sentido de ser mola propulsora, puxando a economia de volta aos trilhos. Mesmo com as feiras, com as exposições agropecuárias suspensas ou acontecendo virtualmente, o agronegócio seguiu mantendo o Brasil entre os maiores provedores de alimentos do mundo. E mais, garantiu que a balança comercial se mantivesse, ao menos no setor, favorável ao país. 

A agricultura familiar, embora pareça menor, se agigantou e foi responsável por garantir que a economia nos municípios não morresse. Ao se reinventar, conseguiu mostrar sua força e, sobretudo, provar que mesmo com os percalços provocados pela Covid-19 tinha capacidade para cumprir a missão de levar o alimento para a mesa dos brasileiros.

Nos resta agora desejar que os demais setores consigam, como o agronegócio, se reinventar. Que mais do que ajudar na economia, possam superar as “pedras no caminho” e seguir permitindo a sobrevivência de inúmeras famílias que deles dependem. 

São setores importantes, que permanecem lutando, não apenas contra um vírus desconhecido ou os abalos econômicos provocados por este, mas, principalmente, contra decretos descabidos de quem, embora tenha o poder da caneta, não dispõe de nenhuma sensibilidade ou competência para manter vidas, sem matar a economia. Ou manter a economia, preservando vidas.

A agricultura familiar, embora pareça menor, se agigantou e foi responsável por garantir que a economia nos municípios não morresse

 

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