Qual é o limite?

Editorial / 09/10/2021 - 00h03

Essa é uma das várias perguntas que vem sendo feita pelos brasileiros nos últimos meses após tantas provações às quais estamos sendo submetidos. Quando acreditamos que o alívio está para chegar, com o arrefecimento da pandemia do novo coronavírus, somos esbofeteados com aumentos sucessivos de insumos básicos para nossa sobrevivência.

Em um momento em que tantos perderam o trabalho, os negócios, a renda, como é possível enfrentar escaladas de preços nos supermercados, nos postos de gasolina, na energia que abastece nossas casas?

O novo reajuste da gasolina e do gás de cozinha, que começa a valer neste sábado, é mais um soco na boca do estômago do trabalhador que tem tentado, a duras penas, colocar comida na mesa da família.

A sensação que temos é a de que a vida do brasileiro não importa. É a de que os representantes que escolhemos para dirigir o país e defender nossos interesses colocam estes como prioridade zero, estão no fim da fila.

A justificativa da Petrobras para o novo aumento da gasolina – que já ficou 40% mais cara em 12 meses – e do gás de cozinha – com aumento de 35% no mesmo período – é a de que é preciso se adequar aos preços e demandas externos, como a alta do dólar, para que o país não corra o risco de desabastecimento desses insumos.

Mas o que não se percebe é que milhões de brasileiros já estão com as geladeiras e despensas desabastecidas. É que milhares de cidadãos que dependem do carro, do caminhão, da moto para alimentar a família não dão mais conta de abastecer o veículo para trabalhar.

O litro da gasolina custar R$ 7 era uma coisa inimaginável há tempos atrás. O botijão de 13 kg chegar aos R$ 130 podia ser considerado o fim do mundo. E para muitos, que não têm encontrado saída, realmente é o final dos tempos.

Para quem trabalha duro durante 30 dias para receber um salário mínimo, as contas ficam cada dia mais difíceis, mais apertadas, mais estranguladas. Quem sabe se rezarmos muito para Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira, na próxima terça-feira, ela não mande um alívio para tanta tormenta. Oremos!

 

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