Propaganda eleitoral

Editorial / 09/10/2020 - 21h25

Desde esta sexta-feira (9), as eleições passaram a chegar, através do rádio e da televisão, à casa dos brasileiros. Pela manhã e à noite temos a exibição da propaganda eleitoral gratuita. Muito se falou da importância das redes sociais no atual processo eleitoral. No entanto, ainda não é possível dizer que a propaganda que chega, por exemplo, pelas ondas do rádio em lugares mais distantes dos centros, onde a internet ainda não chega, seja menos efetiva. 

Embora o Brasil seja um dos campeões, quando se refere ao acesso às redes sociais, é fato que essa realidade não atinge 100% do nosso país, que é continental. Por isso, em regiões menos favorecidas, os candidatos ainda precisam se apresentar não apenas pelas redes, mas pela TV e pelo rádio, para serem vistos e ouvidos. O rádio continua sendo o mais democrático dos meios de comunicação e, portanto, não pode ser excluído da estratégia de quem busca o voto nosso de cada dia.

Sendo assim, os candidatos continuam investindo nas redes sociais, muitos de forma massiva, mas sem deixar de lado o investimento na produção dos programas eleitorais. Mesmo tendo tempo limitado, os programas exibidos na TV e no rádio chegam a um maior número de cidadãos e, ao mesmo tempo, independentemente da vontade daquele que vai receber a informação. A internet, ao contrário, precisa de interação, precisa que a pessoa do outro lado da telinha, seja do computador ou de um celular, sinta vontade de acessar a informação.

Mas, independentemente dos meios utilizados, o fato é que as eleições estão postas e as propagandas eleitorais, quer cheguem pela TV, pelo rádio, pelas redes sociais ou em papel, são ferramentas importantes para que se conheça o perfil daqueles que estão disputando o direito de administrar as cidades ou ainda, daqueles que estão na disputa por uma cadeira no Legislativo municipal.

Por isso, o cidadão consciente da importância do seu papel no processo democrático não pode excluir nenhum destes meios, deve antes, buscar as informações que considera importantes para que sua escolha, mais do que democrática, reflita o desejo da construção de uma sociedade plural, que a escola vise o coletivo e não meramente interesses individuais.

 

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