Precioso líquido

Editorial / 14/09/2018 - 08h00

O fim do racionamento de água, graças à pré-operação do sistema de captação do Rio Pacuí, trouxe alívio para os moradores ontem em Montes Claros. Motivo de celebração. Afinal, depois de três anos com as caixas abastecidas a cada 48 horas, a população passa a receber o produto todos os dias nos reservatórios das residências e estabelecimentos comerciais. Acaba o sofrimento e desconforto de ter que reduzir o número de banhos, a frequência das faxinas na casa e das descargas nos vasos sanitários para evitar que o precioso líquido faltasse até para matar a sede.

No entanto, a volta da água abundante jorrando nas torneiras não significa que ela deverá ser usada sem controle. O ideal é que a experiência de conviver com o racionamento, que tanto sofrimento trouxe, seja encarado como uma forma de valorizar ainda mais o precioso líquido, com a adoção de um consumo cada vez mais consciente. O crescimento da população e os danos ambientais tornam a água cada vez mais escassa no planeta e é preciso preservá-la para as futuras gerações.

Adotar medidas que evitem o desperdício, como os banhos mais rápidos, limpeza de calçadas sem uso de água e reutilização, deve fazer parte do comportamento sempre. Populações de grandes cidades do mundo, como a capital do México, sofrem há anos com a escassez, cuja solução depende de obras onerosas e a longo prazo. Em Montes Claros, houve “remédio”, mas é preciso entender que o recurso deve ser preservado. Nunca é hora de abusar. Que os três anos de pouca água sirvam para que os moradores adotem um comportamento que colabore para preservar sempre a água do nosso planeta.

A volta da água abundante jorrando nas torneiras não significa que ela deverá ser usada sem controle

 

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