Persona não grata

Editorial / 17/04/2021 - 00h38

O direito de ir e vir dos brasileiros não está comprometido apenas internamente. No mundo lá fora as restrições para receber brasileiros estão cada dia mais rigorosas em função do agravamento da pandemia no Brasil. 

A média móvel de 3 mil mortes por dia tem assustado o mundo, que fechou suas fronteiras para quem, mesmo sem ser brasileiro, tem estado no país. Atualmente, apenas oito países permitem a entrada de pessoas vindas do Brasil e, ainda assim, muitos deles fazem exigências não apenas do exame que certifica que a pessoa não está infectada pela Covid-19, mas outros exames e, por vezes, exigem a quarentena.

Mas é preciso frisar que muitos países que restringiram a entrada de brasileiros abrem exceções quando se trata de profissionais da saúde, de quem precisa estar no país a trabalho e, ainda, quando a estadia no país é por questões de saúde da própria pessoa ou de familiares. 

Mesmo nestas situações, os brasileiros não estão isentos de certas exigências, como exames e quarentena. Portanto, quem tiver condições e estiver decidido a dar um tempo do Brasil, fugir dos infinitos problemas que temos por aqui, é preciso ficar atento a seus destinos. Apenas Afeganistão, República Centro Africana, Albânia, Costa Rica, Nauru, México e Tonga não consideram o brasileiro, neste momento pandêmico, como pessoa não grata. E ainda assim, a Costa Rica, por exemplo, exige seguro viagem com cobertura de custos para tratamento e acomodação em caso de contaminação pelo vírus.

Isso mostra o quanto a imagem do Brasil está desgastada lá fora. Se antes éramos vistos como o país da corrupção e da impunidade, hoje, soma-se a isso, o fato de o nosso país ter uma alta média móvel de mortes em função da Covid-19. O país já apresenta algumas variações do vírus que se desenvolveram por aqui, amedrontado o mundo, que também está lutando com as várias ondas do vírus.

Portanto, até que o Brasil se veja livre do vírus ou, ainda, até que resolva seus problemas internos e seja capaz de controlar a pandemia, melhor nos mantermos em solo brasileiro, de preferência cada um em sua casa, para não apenas evitarmos passar vergonha lá fora, mas, sobretudo, para evitar uma disseminação ainda maior da Covid-19 e, como consequência, mais vidas perdidas.​

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