Perigo no ‘zap’

Editorial / 06/04/2018 - 07h19

O perigo anda solto na Internet. E não é de hoje. Desde que a web se popularizou, a partir dos anos 1990, há denúncias de crianças aliciadas por pedófilos, roubo de dados bancários por hackers, perseguições, assédios. Tudo isso no mundo, vasto mundo virtual. A polícia investiga, a população fica alerta, no entanto novas modalidades de crimes e fraudes surgem a cada hora. A bola da vez é o WhatsApp, que no Brasil tem 120 milhões de contas cadastradas, campo fértil para os criminosos. Nos últimos dias, uma mensagem se multiplica nas conversas via WhatsApp. Um texto oferece um álbum da Copa do Mundo 2018 com 100 figurinhas como prêmio, mas para ganhá-lo é preciso acessar um link, que leva a uma página de cadastro falsa, com a finalidade de roubar informações pessoais das vítimas, como agendas telefônicas, dados de amigos do Facebook e até documentos como CPF.

Na ânsia de se proteger, usuários buscam na própria tecnologia formas de barrar a ação hackers. Pode ser eficaz, mas o maior cuidado deve ser o próprio comportamento. Desconfiar sempre, como bom mineiro, e não abrir links duvidosos podem ser medidas preventivas. A internet na certa trouxe muitos benefícios para o mundo – leva informações para os quatro cantos do planeta de forma ágil e facilita a comunicação –, mas por outro lado coloca pessoas em risco. O ideal é saber usá-la, sem se expor com exagero, evitando compartilhar fotos da vida particular, e desconfiar sempre de promoções como a do álbum de figurinhas. Já diz o ditado: “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”.

A bola da vez agora é o WhatsApp, que no Brasil tem 120 milhões de contas cadastradas, campo fértil para os criminosos

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