O mau e o bem

Editorial / 08/06/2017 - 00h00

A cena não é bonita, tampouco saudável: urubus devoram imundícies de bota-fora a poucos metros de um posto de saúde. O telhado da unidade também não escapa da invasão dos asquerosos e apavorantes animais. Está tomado por eles.

O flagrante de O NORTE, exposto nesta edição causa repugnância. Foi feito no PSF do bairro Joaquim Costa e é repeteco do que ocorre na cidade em relação à limpeza urbana - o que caracteriza séria ameaça à saúde pública. Médicos ouvidos pela reportagem confirmam o perigo. Advertem que lixo e urubus são mistura perfeita para o alastramento de doenças. E aconselham cuidados.

Ou seja, cidadãos que recorrerem ao posto de saúde por conta de uma enfermidade qualquer, que se cuidem: correm o risco de contrair outra bem mais grave. Principalmente aqueles que atravessam o lixo “encurtando caminho” para alcançar o posto. O problema é que eles podem encurtar a própria vida.

A sujeira em Montes Claros, por outro lado, tem acendido iniciativas cidadãs. Cansados de esperar pela ação da prefeitura, moradores do bairro São Judas Tadeu decidiram, eles mesmos, acabar com um bota-fora que já ganhava “status” de lixão. E fizeram mais: plantaram mudas de árvores no local onde antes só havia porcaria.

Aí, o flagrante de O NORTE é outro. Bonito, saudável. Serve, aliás, como um “tapa de luva” do povo aos gestores, dando a eles exemplos de como se deve agir para a construção de uma cidade onde vale mesmo a pena viver, sem lixo, sem urubus, com saúde e sementes plantadas que já brotam vida.
Bom exemplo para essa gente aprender bons modos.

O flagrante no posto de saúde do bairro Joaquim Costa é repeteco do que ocorre em outras regiões da cidade: sujeira ameaçando vidas

 

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