Novos tempos

Editorial / 25/11/2021 - 00h02

Sem dúvidas o setor da educação foi um dos que mais sofreu em função da pandemia da Covid-19. Foram dois anos de aulas remotas, com muitos alunos sem acesso às condições ideais de aprendizado. Para muitos estudantes de escolas públicas são quase dois anos de conhecimento estacionado no mesmo lugar da pré-pandemia.

Sem condições de acessar as aulas remotas, acabaram sofrendo um retrocesso no aprendizado. Essa é uma marca, uma cicatriz que essa geração vai levar para sempre em sua vida acadêmica.

Foi inegável o caos que se instalou na educação a partir do momento em que alunos precisaram se afastar fisicamente das escolas. Mas, aos poucos, a rotina vai se normalizando e as aulas estão sendo adaptadas para o novo normal imposto a todos.

Escolas diversas estão optando por um ensino híbrido, em que aulas presenciais e remotas se integram para garantir aprendizado de qualidade a todo o conjunto de estudantes. Talvez as novas tecnologias desenvolvidas durante a pandemia para aproximar a sala de aula dos alunos que precisavam se manter em casa sejam aliadas para acelerar a cicatrização das perdas ocorridas ao longo dos últimos dois anos.

O fato é que as escolas particulares investiram muito mais em tecnologia para promover essa aproximação sala de aula e alunos. Sendo assim, conseguirão não apenas uma melhor adaptação ao futuro que já se apresenta, mas conseguirão equacionar melhor as perdas.

Já a educação pública terá mais dificuldade não apenas com a adaptação, mas com a solução das perdas. Isso, por consequência, se refletirá na vida futura de quem está na escola pública: vão demorar muito mais para chegar às universidades, muitos ficando, fatalmente, pelo caminho.

Diante disso, urge que sejam pensadas e construídas políticas públicas capazes de salvar o futuro dessas crianças, desses jovens e adultos, principalmente os das escolas públicas. Cuidar dessa geração, que embora salva do vírus acabou atingida, em pleno voo, na educação é a única forma de se ter uma sociedade mais justa, em que, de fato, as oportunidades sejam iguais para todos.

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