Mundo desvirtual

Editorial / 25/08/2020 - 00h02

Que mundo virtual e, principalmente, as redes socais serão a mola propulsora da campanha municipal 2020, ninguém tem dúvida. A dúvida é se os candidatos vão usar tais espaços com sabedoria, a seu favor e mais, se os abusos serão de fato coibidos e se as punições se darão em tempo real. Isso, porque não podemos deixar de notar que mesmo antes do início do período eleitoral propriamente dito o embate, ou seria o combate, já se alastrou pelo mundo virtual. E nem precisa um olhar mais apurado para visualizar nas redes algumas guerrilhas formadas, sobretudo, pelos chamados fakes e mais municiadas por informações inverídicas e por ataques descabidos aos ditos “adversários”. 

O mais grave é que as inúmeras plataformas estão sendo usadas intempestiva e “maleficamente” por usuários, na maioria das vezes, escondidos sob identidades falsas. Ali no mundo virtual, escondidos atrás de um outro inexistente, essas pseudopessoas ou pseudocabos eleitorais são capazes de propagar violência, de ameaçar e de disseminar mentiras, supostamente, sem medo de represálias, como se o espaço virtual fosse uma “terra” sem lei. 

Mas as leis existem! Que essas leis, de controle e não de censura, sejam capazes de coibir tais comportamentos, apesar do dinamismo do mundo virtual, que elas sejam eficazes. Mas, como a esperança é a última que morre, espera-se, paralelo a isso, que estes espaços, que estas plataformas, que nestes tempos de pandemia serão, mais do que nunca, importantes ferramentas para a promoção de debates, para exposição de ideias, sejam usadas para se promover a Democracia, com D maiúsculo. 

Sabemos, não existe ingenuidade neste sentido, que os embates serão intensos, mas espera-se, também em nome da democracia, uma campanha “limpa”, deseja-se embates apenas no campo das ideias. As críticas e a apresentação de ideias e ideais discordantes, sabemos, ajudam a construir a democracia. Por isso, que em 2020 impere o bom senso e, ao final, mais do que pessoas vencedoras, a democracia saia fortalecida.

Que em 2020 impere o bom senso e, ao final, mais do que pessoas vencedoras, a democracia saia fortalecida

 

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