Mulheres e poder

Editorial / 20/02/2021 - 00h15

Mulheres no poder parece ser a marca deste século. É o que mostra a indicação de mulheres para cargos de destaque internacional, indicando ao mundo que o sexo feminino tem competência para ser o que quiser ser, e estar no centro do poder.

A eleição da nigeriana Ngozi Okongo-Iweala para o cargo de diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) é mais uma constatação de que as mulheres já provaram suas competências e hoje estão conquistando espaços de poder outrora inimagináveis. 

Iweala é a primeira mulher a ocupar o cargo e tem como uma das principais missões, neste momento de pandemia, evitar o nacionalismo das vacinas e trabalhar para tirar as pessoas da pobreza. Missão árdua, que parece não assustar aquela que vai comandar o organismo internacional responsável por regular as relações comerciais entre países e evitar o protecionismo que tem invadido o mundo nos tempos da Covid-19.

Outra que assumiu um lugar de poder foi a japonesa Seiko Hashimoto. Ex-atleta olímpica e ministra do Empoderamento da Mulher e da Igualdade de Gênero, a nova presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020 vai ser responsável por promover a integração de atletas do mundo inteiro.

Enquanto elas assumem lugares ao sol, a poderosa Ângela Merkel, primeira-ministra da Alemanha, deixa o palco para entrar para a história, ao lado da “Dama de Ferro”, Margaret Thatcher, como uma das mulheres que mais poder detiveram. Merkel entra para a história como uma líder humana. Crescida sob o espectro do governo comunista da Alemanha Oriental, ela foi a responsável por impedir o esfacelamento da União Europeia em tempos conturbados, que incluíram administrar a crise dos refugiados da Guerra do Oriente. Neste capítulo, ela mostrou sua face mais humana, ao receber em solo alemão milhares de imigrantes e, ainda, convencer outros países a fazerem o mesmo.

Juntas, embora em períodos diferentes da história, elas mostraram que as mulheres agora não são mais atrizes coadjuvantes, mas atrizes principais pelos palcos do mundo e, embora ainda não tenham conquistado todo o espaço que lhes cabem, já não se encontram mais à margem dos acontecimentos, mas inseridas neles, construindo, lado a lado, com os homens, os novos capítulos da história da humanidade.


 

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