Mexam-se!

Editorial / 30/03/2021 - 00h30

A fome já está promovendo estragos que começam a se aproximar daqueles causados pela Covid-19. A vida, em ambas situações, vem perdendo, dia a dia, sucessivas batalhas nessa guerra insana.

O lockdown não é mais uma solução eficaz. Seus efeitos colaterais têm se mostrado, neste momento, absurdamente corrosivos. A solução, provada e comprovadamente, é a vacinação em massa. Cientes disso, o que tem sido feito, por exemplo, pelo gestor público em Montes Claros?

Contagem, Betim, Belo Horizonte já trataram de usar seus recursos para a aquisição de milhões de doses do imunizante. Nestes municípios, a certeza de que vacina é garantia não apenas de saúde para o cidadão, mas também de uma economia saudável, tem feito os gestores se movimentarem para tornar esse cenário ideal em cenário real.

Isso mostra que não é mais viável exigir sacrifícios da população sem contrapartida, sem solução concreta. Enquanto nestas cidades o lockdown tem servido para buscar uma contrapartida efetiva, em Montes Claros, esse tempo não tem sido usado pelo poder público para encontrar caminhos que permitam a compra dos imunizantes. 

Fazem questão de alardear que têm milhões de recursos no cofre do município, mas não usam esses recursos para garantir saúde à população e, por consequência, permitir a reabertura do comércio...

De que adianta investir em asfalto, em ruas sem ninguém para trafegar nestes espaços? Ou em parques que precisam permanecer fechados? 

Neste momento, o mais inteligente é usar todos os recursos para a compra de vacinas. O povo, quando elege um prefeito, um governador, um presidente, espera deles que, no mínimo, se apresentem em momentos como estes, trazendo soluções e que não se escondam, se esquivem, se protejam, deixando o cidadão à sua própria sorte. 

Enquanto o jogo de empurra-empurra permanecer, vidas continuarão sendo perdidas, tanto para o vírus quanto para a fome. Portanto, urge que Montes Claros acorde para a emergência da compra de vacinas, para evitar um amanhã muito mais do que incerto. Mexam-se ou pereceremos todos....

 

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