Mais uma

Editorial / 30/09/2021 - 00h57

A terceira dose da vacina contra Covid-19 finalmente é uma realidade no Brasil. A princípio, essa dose extra será aplicada em grupos específicos da população. Os primeiros a receberem esse reforço serão os idosos que já estavam imunizados com as duas doses há mais de seis meses. O novo ciclo já teve início e tem por objetivo evitar que novas variantes possam promover o caos que se instalou no mundo em 2020, quando o vírus paralisou a humanidade. 

Essa significativa mudança mostra que, ao contrário do que se imaginava, o vírus continua se modificando e a guerra ainda não está vencida. A dose extra visa proteger a população contra variantes, como a Delta, que estavam conseguindo burlar a segurança trazida pela aplicação das duas doses.

A necessidade de aplicação da dose extra traz com ela o alerta: mesmo quem completou o esquema vacinal precisa manter todos os cuidados. Segundo cientistas, a dose extra é fundamental para que o organismo de fato consiga construir uma defesa eficaz contra o vírus Covid. 

Todos os países que já estão com o esquema de vacinas adiantado estarão, como o Brasil, aplicando a terceira dose em sua população, senão por uma questão de saúde, por uma questão econômica, já que novos fechamentos impactam diretamente na economia.

Já os países mais pobres, infelizmente, seguirão no esquema de vacina a conta-gotas, já que dependem da “esmola” dos países mais ricos. Portanto, a conclusão fatal é a de que essa guerra ainda está longe de terminar, porque enquanto a humanidade não se conscientizar de que só a imunização coletiva será capaz de promover uma proteção efetiva, continuaremos à mercê do vírus e das suas variantes, tentando ganhar uma guerra que pode ser ganha quando voltarmos a agir como humanos que somos, quando a solidariedade for uma regra e não uma exceção. Essa é a grande lição de toda essa guerra e também, a arma para vencermos as muitas batalhas.

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