Largada

Editorial / 24/11/2021 - 00h02

O ano ainda nem findou e a “dança das cadeiras” no cenário político já começou. Todos querem escolher a melhor legenda, o melhor grupo para conseguir conquistar uma vaga, seja nas assembleias, seja na Câmara Federal, no Senado ou na Presidência da República. Ainda é 2021 e a largada em busca de apoios, a construção de alianças e parceira já estão em curso. 

A partir de agora, até novembro de 2022, a política tomará de assalto a vida das pessoas. Não pensem os cidadãos que estão longe desse cenário, porque, em breve, não apenas a propaganda eleitoral gratuita estará entrando pelas telas da TV ou pelas ondas do rádio, mas os pedidos de voto chegarão pelas redes sociais, por telefone e na porta de cada um. Ninguém conseguirá ficar alheio à balbúrdia que se instalará no país, porque a corrida contra o tempo e a busca pelo voto já começaram.

Nas redes sociais e, até mesmo, no olho a olho, a disputa já acontece, mas em 2022 tudo será intensificado e os candidatos certamente passarão a gastar mais tempo no contato presencial do que no virtual. Alguns, inclusive, já estão com o pé na estrada, batendo de porta em porta, gastando sola de sapato e muita saliva para apresentar ao eleitor o seu diferencial. Outros estão convencidos de que esse jogo do olho no olho já não mais influencia o eleitor. Estes, sem dúvida, farão campanha apenas no mundo virtual, pois acreditam que o voto está a um click, do outro lado da tela, seja do computador ou do celular. 

Não se sabe qual das estratégias será mais efetiva, principalmente em função do “novo” normal, que sem dúvidas afetará as eleições 2022, fechando portas para quem pretende conquistar votos no contato com o eleitor. Certo mesmo é que, com pandemia e sem pandemia, foi dada a largada oficial para as eleições. 

Por isso, é preciso que eleitor não fique indiferente ao que lhes for apresentado. Antes, preste atenção a cada jogada deste complexo jogo que são as eleições para identificar o melhor jogador, aquele que mexe as pessoas com maior consciência e, sobretudo, que jogue a favor do povo e não em seu próprio favor. Só assim, será possível construir uma democracia forte que tenha como foco o cidadão.

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