Jogo é jogado

Editorial / 17/09/2020 - 00h01

Finda as convenções políticas que definiram quem vai em busca da vaga de prefeito e quem serão os candidatos que vão lutar por um cadeira no Legislativo, é hora de colocar as cartas na mesa, ou como diriam os amantes do futebol, de colocar a bola em campo.

Enquanto ultimam os preparativos para entrar em campo, algumas candidaturas fazem uma espécie de propaganda enganosa e tentam impor à cidade um clima do “já ganhou”. Enquanto isso, nos bastidores, acontece o tapetão, com a campanha do já ganhou tentando “honestamente” id roubar apoios ou ainda, tentam “democraticamente” derrubar candidaturas, numa demonstração explícita de que o jogo do já ganhou é tão somente uma cortina de fumaça para camuflar as fragilidades que sabem ter.

Mas o certo mesmo é que quando começar a campanha de fato, com as diversas candidaturas jogando limpo, travando um embate de ideias, propostas e projetos, o já ganhou pode ruir. Afinal, ninguém duvida de que jogo nunca é ganho por antecipação, muito pelo contrário, jogo se ganha em campo. 

Por isso, a partir das confirmações das candidaturas, o que se espera é que os jogadores entrem em campo para batalhar por seus ideais, para mostrar quem está mais preparado para gerir as cidades.

Aliado a tudo isso, está o fato de termos uma campanha que sai das ruas para ganhar as avenidas do mundo virtual, onde o alcance das campanhas transcende as fronteiras municipais e, o mais importante, permite de fato um jogo mais democrático, porque não tem tempo definido como os programas de TV e rádio.

A partir de agora, o cidadão deixa de ser torcedor e passa a ser um pouco juiz e um pouco técnico, com a missão de escalar o melhor time para seu município e apresentar cartões amarelo e vermelho para aqueles que infringirem as regras do jogo democrático.

A partir das confirmações das candidaturas, o que se espera é que os jogadores entrem em campo para batalhar por seus ideais
 

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