Inconsequentes

Editorial / 27/04/2021 - 00h02

Festas clandestinas, aglomerações em família, pessoas se divertindo sem respeitar as determinações sanitárias. O final de semana parece ser tempo de irresponsabilidades, em que o respeito à coletividade dá lugar ao egoísmo. Por 48 horas, parte da população se esquece da importância do isolamento social para que possamos, juntos, impedir que o coronavírus se alastre ainda mais.

A pandemia, que no início teve como marca a solidariedade e a empatia, agora, após um ano, tem sido marcada pela irresponsabilidade social.

Tudo indica que a chegada da vacina, que em função da pequena quantidade ainda se destina a uma parcela bem restrita da população, e a inconsequente irresponsabilidade, principalmente dos mais jovens e que estão quase no final da fila dos grupos a serem vacinados, podem provocar uma catástrofe ainda maior do que temos vivenciado. 

Sem saber como lidar com tamanha falta de consciência e de coletividade, estados e municípios têm recorrido, sempre, a decretos, leis e multas para tentar coibir as aglomerações. Mas as pessoas que se aglomeram parecem alheias a decretos e leis e, o mais grave, dispostas a pagarem multas por uma liberdade leviana. 

Nem mesmo a “dor” no bolso, que sempre traz uma consciência, ainda que superficial, ao brasileiro tem sido capaz de mostrar a estas pessoas o quanto os seus atos inconsequentes podem provocar tragédias e, o mais grave, tragédias na vida do outros.

A estas pessoas, que covardemente colocam em risco não apenas a si mesmos, suas famílias, suas comunidades e até mesmo seus empreendimentos e o dos outros, mas toda uma sociedade, fica o alerta de que o vírus, ao contrário do que muitos imaginam, não tem um grupo com características definidas para infectar.

Infecta de forma aleatória e, portanto, os desvarios cometidos em nome de uma liberdade instantânea podem implicar em muito mais do que uma leve infecção...

O certo mesmo é que consciência, solidariedade e empatia neste momento não são demais em situações e realidade como as que temos vivido atualmente.

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