Importância da imunização

Editorial / 04/05/2021 - 00h01

A pandemia trouxe para o debate nacional a questão da importância da imunização. Não apenas a imunização relativa à Covid-19, mas o imunizar-se nos vários ciclos da vida, não apenas para o indivíduo, mas para a sociedade como um todo, já que as vacinas atuam defendendo o organismo contra agentes bacterianos e infecciosos.

A consciência coletiva sobre a necessidade da imunização no pós-descoberta das vacinas fez com que inúmeras doenças como a meningite, o sarampo, coqueluche, a poliomielite fossem controladas, evitando surtos e pandemias como costumava acontecer antes do século XVIII, quando o médico Edward Jenner desenvolveu a vacina da varíola. 

De lá para cá, até chegar às vacinas contra a Covid-19, muitas foram as descobertas que levaram à quase extinção de muitas doenças. 

Passados alguns séculos, a alta imunização que controlou tais doenças traz um novo cenário. Muitas são as pessoas que acreditam que tais doenças não estão apenas controladas, mas foram de fato extintas e, por essa falsa sensação, criada pelo baixíssimo índice de infecção da população. 

A partir disso, muitas mães decidiram não levar em consideração os dados e os alertas da ciência e deixaram de vacinar seus filhos ou deixaram de se vacinar. Essa reação contra a imunização tem causado em alguns países a volta de doenças já controladas. 

Esse movimento contra as vacinas tem causado preocupação, já que, como alerta a comunidade científica, se um grande número de cidadãos passarem a acreditar que a imunização não é mais necessária, todas as doenças do século passado retornarão, colocando em risco toda a sociedade e o trabalho de séculos.

Diante de tudo isso, é preciso que sejamos menos egoístas e passemos a agir mais com foco na coletividade do que com foco em nós mesmos. Só essa consciência coletiva poderá ser capaz não apenas de manter essas doenças do passado controladas, bem como permitirá o controle da Covid-19, garantindo a preservação da vida. E que possamos voltar a viver o mais próximo da realidade que tínhamos antes da pandemia. Consciência coletiva, já!

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