Futuros do Brasil

Editorial / 21/06/2017 - 00h35

Crianças de gerações passadas cresceram ao som de termos como Estado Novo, Estado de Exceção, Ditadura Militar, Diretas Já, Impeachment. Ainda que deles nada entendessem de fato. Só ouviam. As de hoje, por sua vez, crescem ao som de duas palavras: Lava Jato. Elas, no entanto, ainda que não entendam a essência da junção dos vocábulos, vivem em um Brasil mais politizado, com mais liberdade de expressão, sem censura e com a população mais sabedora do que se passa ao seu redor - mais precisamente do que passa em Brasília. Fica mais fácil para nossas crianças entendê-las.

É nesse ambiente que a OAB - Ordem dos Advogados do Brasil, em Montes Claros, coloca em prática um projeto especial voltado a crianças e adolescentes para que sejam multiplicadores dessa mudança ensejada pelo país buscando sua moralidade, ética, sua ordem e progresso. O programa “OAB vai à escola” trata exatamente desses princípios, incentivando os alunos a procedimentos cidadãos. As ações estão sendo desenvolvidas em escolas das redes pública e privada do município e ainda nas unidades do CRAS - Centro de Referência de Assistência Social, que atende menores infratores (leia mais na página 04). É uma iniciativa que desde já se consagra vitoriosa na medida em que as crianças e adolescentes entendem os objetivos expostos pelos advogados recém-formados - e que estão à frente do programa. Em um país onde grande parte dos adultos sucumbe a desvios de toda ordem, as crianças emergem desse cenário como antigamente: como “o futuro do Brasil”, para repetir outros termos de nossos mais antigos. Tomara que desta vez elas sejam. De fato.

Como nos velhos tempos, a máxima de que as crianças são o futuro do país está de volta. A torcida é para que desta vez sejam mesmo

 

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