Futuro ameaçado

Editorial / 22/06/2017 - 00h24

Ainda ontem, lembrávamos aqui da importância de termos as nossas crianças de novo como “futuro do Brasil”. Em Montes Claros, no entanto, muitas delas estão tendo de se submeter a situações constrangedoras para que a máxima tenha o efeito esperado. Estudando em um local deteriorado, onde faltam condições básicas para um estudo digno e eficiente, elas correm o risco de não garantirem o futuro que aspiramos. Não por culpa delas, mas pelas condições que têm para levarem os estudos adiante.

A Escola Municipal Professora Neide Melo Franco, na Vila Anália, de ensino fundamental, é um exemplo acabado dessa situação. No educandário, quase 600 alunos são privados de recursos mínimos para estudarem, começando pela falta de professores. Some-se a isso a condição precária das salas, onde são ministradas aulas quase às escuras pela falta de uma simples troca de lâmpadas queimadas. Problema que se estende das salas para os banheiros, praticamente depredados, sem iluminação e, pior, sem água. Os alunos é que se encarregam de encontrar água em baldes para a descarga, caso contrário o vazo fica como está. Eles ainda não têm papel higiênico nos banheiros.

A segurança desses estudantes também está fragilizada, já que a administração municipal demitiu os vigias no início do ano e não contratou outros trabalhadores para a função. Com eles, foram para a rua também os porteiros, o que tornou a escola uma espécie de “casa da Mãe Joana”, local onde entra e sai quem quer, independentemente de quem seja.

E nem sempre os intrusos são pessoas do bem.

Na Escola Municipal Neide Melo Franco, os alunos estudam em local depredado, sem água, sem luz, sem segurança e sem futuro

 

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