Excessos

Editorial / 05/10/2021 - 00h01

E o mundo inteiro foi pego de surpresa e muitos se sentiram à beira de um ataque de nervos com os problemas apresentados pelas plataformas que permitem a comunicação através das redes sociais de uma forma mais ágil. Para muitos, não poder acessar Facebook, Instagram e, principalmente, o WhatsApp, trouxe o caos para suas vidas.

A pane global, além de dificultar a comunicação entre as pessoas pelo mundo afora, também afetou a economia, já que muitos empreendimentos operam pelas redes sociais, fazendo contatos e vendas aos clientes. Além disso, estudantes que usavam as plataformas para assistirem aulas ou mesmo tirar dúvidas com professores se viram a sós no buraco criado pela queda.

Tudo isso é uma demonstração da fragilidade da globalização trazida pelas novas tecnologias e do quanto a humanidade está dependente desses meios de comunicação para se relacionar.

Antes, as notícias demoravam meses e até anos para cruzarem os mares, para irem de um continente a outro. Agora, as notícias atravessam o mundo em tempo real e a vida acontece nas redes sociais. Mais do que um vício, a nova forma de comunicação fez de todos nós escravos da realidade virtual, já que muitos deixam de viver a vida real e passam a viver apenas em um mundo fictício, onde não existem problemas ou estes são camuflados pelos filtros mil.

Sem dúvidas, a pandemia provou isso: as novas tecnologias são fundamentais para aproximar as pessoas, principalmente em tempos de isolamento social. Mas, a pane veio para nos mostrar que é preciso criar outros caminhos, que é preciso saber usar e usar com prudência as novas tecnologias, impedindo assim, que a vida esteja intrinsecamente ligada a estas. 

Tudo em excesso é prejudicial, seja em que aspecto, em que setor, em que área esse excesso aconteça. Então, mais do que um dia de caos, que a pane seja um alerta para que a humanidade se conecte de verdade, o mais humanamente possível, pois só assim, as panes tecnológicas afetarão apenas campos menos importantes da vida e não a essência da vida, a essência de nós mesmos.

Publicidade
Publicidade
Comentários