Esperanças

Editorial / 18/02/2021 - 00h01

Promover a ampliação, o mais rápido possível, da vacinação para evitar não apenas o aumento do contágio e o colapso do sistema de saúde, mas também e, principalmente, para impedir que o vírus comece a produzir variantes, que podem colocar em risco a eficácia das vacinas. Isso é o que pregam os especialistas, alarmados pela descoberta de variantes importadas da Grã-Bretanha e, sobretudo, pela inconsequente aglomeração que varreu o Brasil nos últimos dias.

Ante a realidade vista nas ruas, nas praias e bares, o receio é que o número de infectados cresça de forma exponencial, principalmente se a nova variação do vírus, denominada “cepa brasileira”, que se afirma ter um maior poder de contágio e foi encontrada em alguns poucos municípios, se espalhar pelo país.

O medo é de que aconteça com outros muitos municípios o que ocorreu em Manaus, já que inúmeras cidades já não estão suportando o crescente número de infectados e estão transferindo seus cidadãos para serem tratados em cidades vizinhas. 

O medo é de que essas cidades que estão recebendo estes pacientes também entrem em colapso e em efeito dominó a pandemia fique sem qualquer controle no Brasil.

A suspensão da vacinação em vários municípios, por falta do imunizante, também acendeu o sinal de alerta e vem assombrando prefeitos e governadores. Em uma tentativa de restabelecer um controle maior sobre a Covid-19 e tranquilizar governadores, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quarta-feira (17) que 230,7 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 serão entregues até 31 de julho.

A promessa foi feita durante reunião com os governadores e, segundo o ministro, está fundamentada nas negociações das vacinas Sputnik V, desenvolvida pelo instituto russo Gamaleya, e a indiana Covaxin. As duas vacinas ainda não foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A esperança agora é que a chegada de um maior número de doses não fique apenas nas promessas ou se enrole em burocracias para não acontecer. E, assim, seguimos vivendo, de esperança em esperança... 

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