Escolha consciente

Editorial / 16/10/2020 - 00h49

Faltando apenas um mês para que o cidadão escolha o próximo gestor de uma das 5.570 cidades brasileiras e os vereadores, que terão a missão de fiscalizar o novo mandatário em suas ações em favor da população e do município, o eleitor ou mais de 50% em todo o país, de acordo com pesquisas, ainda está indeciso. O fato é que a pandemia da Covid-19 modificou, literalmente, o tom das eleições municipais. Os eleitores estão mais acanhados, muitos evitam sair às ruas e outros estão alheios ao que se passa fora das suas quatro paredes ou do mundo que criou para sobreviver ao isolamento social.

De fato, as campanhas estão mais silenciosas. Se o número de candidatos a vereador bateu recorde, muitos deles estão focando suas campanhas nas redes sociais, induzidos pela ideia de que a campanha de 2018 abriu um novo “marco regulatório” para as eleições. A disputa por uma vaga no Legislativo municipal está mais concorrida do que vestibular de medicina ou concursos para cargos públicos na esfera federal. Mas não tão acirrada quanto a disputa em busca de uma vaga no Executivo municipal.

Diante de tantas opções, o eleitor que acredita que a democracia é o melhor caminho para ir em busca da construção de uma sociedade mais igualitária precisa deixar a pandemia de lado e ir em busca de informações sobre os candidatos ao cargo de prefeito, que estão mais visíveis, mas também ir em busca de informações sobre os candidatos que querem ter o direito de representar o povo, assumindo uma vaga no Legislativo municipal. 

Fato é que, com Covid ou sem Covid, as eleições estão batendo à porta do cidadão. Por isso, mais do que nunca é preciso conhecer os candidatos para escolher aqueles que o eleitor acredita vai ter a capacidade de ajudar o município a enfrentar os diversos desafios que todas as cidades e seus cidadãos terão pela frente, no pós-pandemia. 

Mas se a pandemia vai impedir muitos cidadãos de exercerem o direito ao voto, teremos aqueles que decidiram que nem mesmo um vírus tem o direito de deter a sociedade nessa escolha. Para estes ficará a missão de decidir o futuro de muitos. Que seja, então, uma escolha consciente!

 

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