Energia sustentável

Editorial / 15/09/2020 - 00h26

Ter um planeta mais limpo e com menos impactos ao meio ambiente e à vida das pessoas é o desejo da humanidade. Essa transição deve ocorrer de maneira planejada e gradativa. Para que isso aconteça, é necessário, em primeiro lugar, uma mudança drástica na maneira como utilizamos os recursos naturais.

Por mais que o cidadão tenha consciência de que a utilização do combustível fóssil nos veículos automotores e a consequente liberação de CO² na atmosfera seja prejudicial ao planeta, ele está refém das políticas públicas em vigor, que continuam dando ênfase à energia suja.

As energias hidroelétrica (gerada pela força hidráulica) e termoelétrica (aquela produzida a partir da queima de combustíveis fósseis: diesel, carvão mineral, gás natural, gasolina, etc) são mais utilizadas no Brasil. Mas elas têm entraves: a hidroelétrica depende da sazonalidade e incerteza das chuvas e, em muitos casos, risca do mapa povoados inteiros, com o alagamento de suas áreas. A termoelétrica é uma energia mais cara e agride muito o ecossistema e o ser humano, pois libera metais pesados como o monóxido e o dióxido de carbono, o óxido de nitrogênio, o dióxido de enxofre, derivados de hidrocarbonetos e chumbo.

Ficar dependentes de uma energia limitada e finita é o problema das futuras gerações. A solução é a produção, a médio e longo prazos, de energias mais limpas e menos nocivas, como é o caso das energias eólica (produzidas pelos ventos), solar, geotérmica (obtida a partir do calor proveniente do interior da Terra) e das marés.

Diversas nações no mundo têm investido grandes somas nessas matrizes de geração de energia. Não temos tempo a perder. O Brasil, como país tropical, com forte incidência da luz solar e ventos satisfatórios, precisa investir para transformar esses recursos, que nos chegam gratuitamente, em energia. Esse é o caminho do futuro, que leva à sustentabilidade.

Além de transformar esse potencial em energia, é preciso garantir custo acessível dos equipamentos, para que a energia limpa seja realidade para a maioria da população, porque, atualmente, as placas voltaicas estão fora do alcance da classe média/baixa.

O Brasil pode chegar a 2050 com uma matriz energética 100% renovável. A nossa geração tem um desafio pela frente: fomentar e universalizar o acesso à essa energia limpa para todos.
 
 
 

 

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