Efeito homem

Editorial / 28/04/2021 - 00h25

Os “efeitos” do homem na natureza têm sido visíveis e, o mais grave, altamente danosos, não apenas para o meio ambiente, mas também para a própria humanidade. Irritada e como forma de se rebelar aos maus tratos, a mãe natureza contra-ataca com enchentes, chuvas em excesso ou secas prolongadas, tsunamis, terremotos... A mudança climática é explícita e traz prejuízos de toda ordem, alguns já passaram a ser considerados “normais”, outros, novidade.

O deslocamento do eixo da Terra, por exemplo, embora muitos não acreditem, é comprovadamente um efeito das mudanças climáticas que, por sua vez, têm causa na ação irresponsável do homem. Recente pesquisa publicada pelo periódico científico da American Geophysical Union (AGU – sigla em inglês) mostra que nos últimos 30 anos o eixo da Terra se deslocou de forma rápida e contínua.

Neste período, a posição dos polos (sul e norte), por exemplo, se deslocou cerca de quatro metros em sentido ao leste. Pode não parecer nada, mas os efeitos são esses que temos visto: chuva de mais ou de menos, frio intenso, calor estratosférico.

O eixo, é fato, mesmo sem ação do homem, sofreria pequenas mudanças em função do movimento da massa de água, de modificações na atmosfera e, ainda, de transformações na parte sólida da Terra. 

No entanto, as ações dos seres humanos, causando a já famosa mudança climática, que acarreta a perda de gelo, a diminuição dos lençóis freáticos e, ainda, o aumento da temperatura, que provoca uma evaporação maior da massa de água, vêm causando impactos diretamente nesse deslocamento, que, desde 1990, passou a acontecer, segundo o estudo, de forma mais acelerada.

Se a movimentação mais rápida do eixo vai trazer ainda mais mudanças, não sabemos. O certo mesmo é que isso prova que a humanidade precisa não apenas desacelerar, como tem nos obrigado a pandemia da Covid-19, mas ir além, se tornar mais consciente das suas ações e, sobretudo, das consequências de tais ações. 

Se não voltarmos o nosso olhar para o meio ambiente, para a Terra e passarmos a agir de forma mais cuidadosa com a mãe natureza, em breve passaremos a fazer parte da lista de animais em extinção e não pela ação de um vírus, mas por nosso próprio egoísmo, e pra não dizer, pelo efeito homem.

 

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