Educação: a melhor herança

Editorial / 24/09/2020 - 00h06

O IBGE divulgou essa semana que, no mês de agosto, 7,6 milhões de crianças em todo o Brasil não tiveram qualquer tipo de atividade escolar. Não é segredo para ninguém que a construção de um país melhor passa, sobretudo, pela qualidade da educação oferecida a crianças e adolescentes.

Por isso, é tão fundamental que em qualquer nível de governo, seja ele federal, estadual ou municipal, a educação esteja entre as prioridades. Essa priorização da educação é importante, especialmente, na esfera municipal, que é onde o poder público está mais próximo do cidadão e onde, de fato, a vida acontece. Mais do que um requisito básico ou ainda, uma espécie de gênero de primeira necessidade para alavancar o desenvolvimento de qualquer país, a educação é uma herança que fica eternizada.

A educação é um “bem” que a pessoa carrega consigo por onde quer que vá. Bens materiais são heranças que podem ser dilapidadas com o tempo, mas a educação, não. Essa vai estar sempre lá, pronta para ser usada quando necessário. Por isso, a avaliação de um governo passa, fundamentalmente, pela qualidade da educação oferecida. Se o sistema público de educação funciona bem, significa que o gestor se preocupa de fato com o cidadão, está ocupado muito mais em trabalhar em busca de mais qualidade de vida para “sua” gente do que em, egoisticamente, perpetuar seu nome em bens materiais.

É preciso que os gestores atuais e os que estão buscando a vaga em um dos quase 6 mil municípios brasileiros se atentem para isso e invistam em educação. Mais do que isso, é preciso que se conscientizem que os bens imateriais são tão ou mais importantes do que os bens materiais para se consolidar uma sociedade de direitos e de deveres, uma sociedade democrática na essência da palavra.

Se o sistema público de educação funciona bem, significa que o gestor se preocupa de fato com o cidadão

 

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