Depende de todos

Editorial / 15/06/2017 - 00h01

Críticas, ainda que inúteis até agora, não faltam ao número preocupante de moradores de rua em Montes Claros. O Poder Público abocanha maior parte delas, e com justiça, pelo fato de ser a autoridade que poderia lidar com a vulnerabilidade de centenas de pessoas sem sorte na vida e não o faz. O problema aumenta e já acreditam ser caso de polícia. Bobagem. Antes é causa social, pura e simplesmente.

Doi ver crianças, jovens, adultos e idosos que somam mais de 400 espalhados por praças, calçadas, debaixo de marquises, pontes e viadutos, encolhendo-se nos cantos sujos, tornados arremedos de lares. Uma situação que não compete apenas ao Poder Público resolver. Não. Cabe também à sociedade dar a sua contribuição para revertê-la. Começando por não discriminar essa gente infeliz, rotulada de “vagabunda”, “drogada”, “pervertida”, trocando essas palavras por uma: solidariedade. E nada melhor que praticá-la intensamente nesta Quinta-Feira Santa, por exemplo, quando somos tomados de renovadas esperanças.

Solidariedade. Virtude que aos poucos vamos deixando escapar de nossas vidas diante de um mundo materialista, insensível aos problemas do próximo. Mundo do salve-se quem puder. Ainda assim, exemplos de bondade podem ser admirados, valorizados. Na página 04, temos um. Pessoas que se unem para praticar o bem. São ciclistas que saem de casa em casa pedindo donativos para os moradores de rua. Especialmente agasalhos, que podem privá-los do frio para que enfrentem esta que para eles é a pior época para sobreviver. Se essas pessoas do bem passarem em sua casa, pedindo, tenha um gesto simples: atenda-as.

Seja solidário.

 

 

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