Democracia exige debate

Editorial / 02/10/2020 - 00h35

A campanha política já está autorizada a ir para as ruas. Apesar disso, muitos candidatos estão se escondendo atrás da pandemia para não irem às ruas, para evitar o contato com o eleitor e mais, estão “fugindo” dos debates, do confronto das ideias.

Quem é democrático sabe que o embate das ideias fortalece o processo e, principalmente, é fator decisivo para que o eleitor possa conhecer melhor quem é o candidato, o que pensa, como pretende dar solução para as demandas da cidade, como pretende cuidar do cidadão. Mesmo aqueles que vão para reeleição e, sobretudo, eles, têm a obrigação de se apresentar para o povo, mostrando respeito a quem os elegeu e de quem querem novamente o voto.

O cidadão, que agora se transforma em eleitor, precisa estar atento a isso, não apenas avaliando quem participa dos debates, quem apresenta ideias e se propõe a responder os questionamentos que são feitos por quem vive no município que pretende assumir a partir de 2021. Mas, também, avaliar aqueles que deixam de participar, demonstrando desprezo por quem pode levá-lo ao encontro do seu objetivo, que é ser prefeito desta ou daquela cidade.

Em Montes Claros, alguns debates já foram promovidos, tanto na pré-campanha quanto agora da campanha de fato. Esses debates têm sido importantes sim, para os eleitores conhecerem os que estão na disputa e suas ideias, planos de governo, propostas e projetos. No entanto, tem chamado a atenção a ausência de alguns, que parecem estar acima do bem e do mal, dando a entender que não precisam do cidadão para conquistar o lugar de mandatário. Acostumados aos tempos de coronelismo ou mesmo da ditadura, não reconhecem no debate uma ferramenta democrática, fundamental para a construção de soluções que permitam a cidade avançar de forma igualitária e plural.

Acompanhar os debates nestes tempos tecnológicos e participar deles, ainda que de casa, passa a ser uma necessidade, porque é a partir da apresentação de propostas, por parte dos candidatos, que será possível explicar como a cidade será conduzida no pós-pandemia. Por isso, nós cidadãos, precisamos estar atentos para não votarmos em gato achando que é lebre!

 

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