Culpa do homem

Editorial / 03/04/2018 - 01h39

A preservação do meio ambiente começa com ações individuais. Não jogar lixo nas ruas, não desperdiçar água, não destruir água e fazer a coleta seletiva são gestos que podem parecer pequenos para algumas pessoas, mas não são. Funcionam como grãos de areia que, juntos, podem formar um deserto de proteção. Ações de preservação feitas no dia a dia podem tornar o planeta melhor para se viver e garantir qualidade para as gerações futuras. 

Dados do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e da Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Norte de Minas provam que comportamentos irregulares colaboram, e muito, para a destruição do meio ambiente. Montes Claros tem 10 mil poços irregulares. Ou seja, foram perfurados de forma clandestina sem autorização dos órgãos regularizadores responsáveis. Esse comportamento traz prejuízos para os próprios moradores, pois compromete o lençol freático, agravando a crise hídrica.

“Não devemos ter 500 poços regularizados. Na década de 1970, bastava perfurar cerca de 40 metros para encontrar água na cidade. Hoje as empresas perfuram quase 130 metros de profundidade para vazar”, alerta o secretário de Meio Ambiente, Paulo Ribeiro. 

A legislação prevê punição para quem perfura poços de forma irregular, mas isso não parece resolver o problema, tendo em vista o grande número de obras sem aprovação. A Secretaria de Meio Ambiente alega que fiscaliza, desde que haja denúncia ao órgão. Portando, cabe aos moradores ficarem atentos e denunciarem essa irregularidade. 

A legislação prevê punição para quem perfura poços de forma irregular, mas isso não parece resolver o problema

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