Contas e saúde em ordem

Editorial / 06/01/2021 - 00h01

O ano novo começa e, com ele, uma lista de compromissos financeiros que pesam no orçamento familiar, como IPVA, IPTU, material escolar. Alguns conseguem seguir um bom planejamento e, inclusive, guardar parte do 13º salário para ajudar a quitar todas as contas.

Mas, após um ano de tantas dificuldades, com pessoas perdendo o emprego ou tendo redução do salário, seguir um planejamento é muito difícil, apesar de ser ainda mais necessário.

Analistas financeiros são unânimes em dizer que é preciso quitar dívidas, principalmente as mais caras, como cartão de crédito e cheque especial, para conseguir sanar as finanças domésticas.

Outra dica é trocar uma dívida mais cara por outra mais barata, o que pode ser feito por meio de negociações com as instituições financeiras. Mas, para que tudo isso seja feito, é preciso conhecer o quanto ganha, quais são os gastos inevitáveis e aqueles que podem ser cortados. É preciso ter controle das finanças, hábito não muito comum aos brasileiros.

E tentar segurar os gastos e equilibrar as contas é ainda mais necessário neste ano, em que os reflexos da pandemia ainda serão sentidos, principalmente porque a esperada queda dos números não vem se concretizando devido à redução do isolamento e do distanciamento social.

As festas de fim de ano agravaram ainda mais o quadro, em função das confraternizações. A expectativa das autoridades de saúde é a de que os casos de Covid aumentem consideravelmente nos próximos dias.

Corremos o risco de ter atividades suspensas novamente, caso a ocupação dos leitos nos hospitais supere a margem de segurança. E aí, os reflexos na economia e nas finanças familiares serão inevitáveis.

Portanto, hora de se programar, se planejar e não abrir mão dos cuidados para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.

 

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