Campanha desvirtual?

Editorial / 15/09/2021 - 00h02

Que o mundo virtual e, principalmente, as redes socais serão a mola propulsora das eleições em 2022, ninguém tem dúvida. A dúvida é se os candidatos vão usar tais espaços com sabedoria, a seu favor e mais, se os abusos serão de fato coibidos e se as punições se darão em tempo real.

Isso, porque não podemos deixar de notar que, mesmo antes do início do período eleitoral propriamente dito, o embate – ou seria o combate – já se alastrou pelo mundo virtual. E nem precisa um olhar mais apurado para visualizar nas redes algumas guerrilhas, formadas, sobretudo, pelos chamados fakes e mais, municiadas por informações inverídicas e por ataques descabidos aos ditos “adversários”.

Os vários supostos candidatos aos cargos que estarão em disputa já iniciaram as campanhas e não se furtam em usar de todos os artifícios disponíveis, inclusive o de denegrir os adversários através de inverdades.

O mais grave é que as inúmeras plataformas estão sendo usadas intempestiva e “maleficamente” por usuários, na maioria das vezes, escondidos sob identidades falsas. Ali no mundo virtual, escondidos atrás de um outro inexistentes, essas pseudo pessoas ou pseudo cabos eleitorais são capazes de propagar violência, de ameaçar e de disseminar mentiras, supostamente, sem medo de represálias, como se o espaço virtual fosse uma “terra” sem lei. 

Mas as leis existem! Que essas leis, de controle e não de censura, sejam capazes de coibir tais comportamentos, apesar do dinamismo do mundo virtual, que elas sejam eficazes. Espera-se ainda que, paralelo a isso, estes espaços, estas plataformas, nestes tempos de pandemia, serão, mais do que nunca, importantes ferramentas para a promoção de debates, para exposição de ideias, sejam usadas para se promover a Democracia, com D maiúsculo. 

Sabemos, não existe ingenuidade neste sentido. Os embates serão intensos, mas espera-se, também em nome da democracia, uma campanha “limpa”, deseja-se embates apenas no campo das ideias. As críticas e a apresentação de ideias e ideais discordantes, sabemos, ajudam a construir a democracia. Por isso, que em 2022 impere o bom senso e, ao final, mais do que pessoas vencedoras, a democracia saia fortalecida.

 

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