Agro no topo

Editorial / 03/06/2021 - 00h15
A boa surpresa que trouxe a taxa do Produto Interno Bruto (PIB) nos três primeiros meses de 2021, apontando que a economia começa a reagir, mostrou mais uma vez que o agronegócio tem sido a coluna mestra do setor econômico. A onda de bons negócios que o campo tem produzido foi fundamental para essa melhora de índice do PIB.
 
O setor, embora não tenha ficado incólume às instabilidades provocadas pela pandemia, foi um dos principais fatores, juntamente com o setor de serviço e com a indústria, para o PIB surpreender positivamente. Como mola propulsora, o setor segue firme, puxando a economia de volta aos trilhos. 
 
Além da alta do consumo externo, que elevou os preços dos produtos do agronegócio, a retomada de feiras e de exposições agropecuárias semipresenciais fez o setor se tornar uma espécie de alavanca para a economia. Mesmo sem conseguir manter preços, o que acaba trazendo a inflação, o setor garante que a balança comercial se mantenha favorável ao país.
 
A agricultura familiar, embora pareça menor, também tem ajudado a garantir a economia mais aquecida nos municípios, principalmente com o retorno das feiras. O setor se reinventou, conseguiu atravessar sucessivos decretos e lockdown, mostrando força, criatividade e capacidade para não se afogar na crise. 
 
Ao aderir às novas tecnologias, ao delivery, seguiram levando alimento para a cidade e vida para o campo. Agora, com menos restrições e um isolamento menos rígido, o setor segue crescendo.
 
Resta-nos agora torcer para que essa melhora, ainda que morna, permaneça para que a economia volte de fato a crescer. Que outros setores apresentem taxas positivas, não apenas para ajudar na melhora econômica, mas, sobretudo, para garantir a sobrevivência de inúmeras famílias que deles dependem.
 
São setores importantes, que seguem lutando contra um vírus desconhecido, os abalos econômicos provocados pela pandemia, contra decretos muitas vezes descabidos de quem, embora tenha o poder da caneta, não dispõe de nenhuma sensibilidade ou competência para manter vidas sem matar a economia ou manter a economia, preservando vidas.
 
 
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