A importância de dar voz aos pequenos

Editorial / 01/10/2020 - 00h01

Executivo e Legislativo municipais são aqueles que, na teoria, estão mais próximos do cidadão, em seus mais variados papéis. Inclusive o de empreendedor que viu aumentar o número de pessoas oficialmente registradas, em busca de novas perspectivas para um momento econômico difícil. Fenômeno que, aliás, permitiu que o percentual de abertura de novas empresas se mantivesse no azul em Minas, mesmo com todos os implacáveis efeitos da pandemia.

Boa parte dos 853 municípios do Estado tem uma vocação econômica e uma fonte de recursos clara, e muitas vezes única. É assim com a mineração; com a agropecuária, ou tipos específicos de indústria, da artesanal à de elevada concentração tecnológica. Algo que, em determinadas circunstâncias, pode se mostrar arriscado – caso das sazonalidades climáticas, ou da redução da demanda de um produto ou serviço. O que favorece um movimento para ampliar o leque de possibilidades de negócios e reduzir a dependência de um vetor econômico específico.

Os pequenos podem ser conhecidos desta forma por causa da dimensão de seus empreendimentos, mas é inegável o efeito conjunto em termos de movimentação de recursos, geração de empregos e arrecadação. Basta levar em conta os números revelados pelo Sebrae (presidido por um mineiro, Carlos Melles), segundo os quais, no Estado, são 2,3 milhões de estabelecimentos, que já respondem por 27% do PIB.

Eis porque este segmento econômico cada vez mais relevante deve ser ouvido, com atenção, pelos candidatos dos quatro cantos das Minas Gerais. Propor estratégias de inclusão e incentivo; estimular iniciativas de microcrédito – neste aspecto as cooperativas ocupam papel primordial –, e enxergar os empreendimentos individuais, micro, pequenas e médias empresas na sua real relevância são sinais de visão política e planejamento de longo prazo. 

O advento da tecnologia fez com que os negócios superassem barreiras e divisas, com perspectivas de crescimento quase infinitas. Eis porque o material preparado pelo Sebrae para orientar os candidatos sobre o tema deve ser analisado cuidadosamente pelos mesmos. E gerar políticas que contemplem cada vez mais o setor, tão mais importantes num momento em que é necessário reaquecer a atividade econômica.

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