A conta da sujeira

Editorial / 12/07/2018 - 08h22

Moradores de Montes Claros recebem com indignação os boletos de cobrança da Taxa de Limpeza de Resíduos Sólidos que começaram a ser entregues neste mês. O primeiro motivo de revolta é o fato de o prefeito Humberto Souto ter descumprido a promessa de campanha de extinguir o imposto, que, na verdade, apenas mudou de nome. A essência é a mesma e continua a mexer no bolso do contribuinte.

Em dezembro último, a Câmara Municipal aprovou a Taxa de Limpeza de Resíduos Sólidos, em substituição à Taxa do Lixo. Também houve redução dos dias de coleta. O caminhão que passava diariamente nas ruas agora circula recolhendo a sujeira apenas três vezes por semana.

A segunda razão é a precariedade do serviço pelo qual o contribuinte tem de pagar. No bairro Carmelo I, basta percorrer as ruas para comprovar que a coleta não existe. Terrenos vazios se transformaram em verdadeiros lixões, oferecendo riscos para a saúde da população. 

Os moradores queixam-se ainda de que locais abandonados, repletos de sujeira, se tornaram também pontos para prostituição e prática de crimes. 

A revolta mostra-se justa, uma vez que não faz sentido, em relações de consumo ou de prestação de serviços públicos, pagar por algo que não existe e se existe é oferecido de forma precária. 

A população não merece mais um tributo para não receber um serviço de volta, ainda mais em tempos de crise em que a maioria das famílias sofre com o orçamento enxuto e o desemprego. 

O primeiro motivo de revolta é o fato de o prefeito Humberto Souto ter descumprido a promessa de campanha de extinguir o imposto

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