Sem privilégio

Direto de Brasília / 12/04/2018 - 01h30

Ao renunciar ao cargo para disputar as eleições deste ano, quatro governadores citados ou denunciados pela operação Lava Jato perderam o foro privilegiado. Marconi Perillo (PSDB-GO), Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Beto Richa (PSDB-PR) e Raimundo Colombo (PSD-SC), cujos casos estavam a cargo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), podem ser julgados por primeira instância, entre as quais a 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, onde atua o juiz Sérgio Moro, responsável por grande parte das condenações na Lava Jato.

Prisão em 2ª instância 
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio, decidiu aceitar pedido do Partido Ecológico Nacional (PEN) para suspender por cinco dias a ação na qual a legenda discute a legalidade da execução de condenações após o fim de recursos na segunda instância da Justiça. A liminar para que o assunto fosse julgado foi solicitada na semana passada pelo próprio partido, mas a legenda destituiu na última terça-feira o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, e contratou um novo advogado para atuar no processo. Diante da troca, o novo advogado pediu vista do processo e mais tempo para analisar o caso.
 
Lula livre
Um grupo de deputados, da bancada de oposição, fizeram um ato em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no plenário da Câmara, na noite de segunda-feira. Com faixas, cartazes e gritos de “Lula Livre” e “Lula, guerreiro do povo brasileiro”, os parlamentares criticaram a prisão do ex-presidente. Participaram do ato deputados de PT, PSOL, PCdoB e PDT, obstruindo as votações da pauta. Segundo o líder da oposição, José Guimarães (PT-CE), em protesto contra a prisão de Lula, os deputados desses partidos não votarão nenhum projeto durante esta semana.
 
Lista suja
A ALL América Latina Logística (atual Rumo Malha Paulista), a Cone Brasil, que comercializou alimentos no Rock in Rio, e duas construtoras responsáveis por obras no Programa Minha Casa Minha Vida estão na lista de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas às de escravo, a chamada “lista suja”. O cadastro foi divulgado pelo Ministério do Trabalho na última segunda-feira, e traz 34 novos nomes de pessoas físicas e jurídicas que foram responsáveis por 269 trabalhadores em situação análoga a de escravo. A lista tem 166 nomes.

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