Pró e contra Lula

Direto de Brasília / 06/04/2018 - 01h12

A quarta-feira foi de muito protesto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) julgava o habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dois grupos, um pró e outro contra Lula, ocupavam o gramado do Congresso Nacional. Durante o ato, vários parlamentares marcaram presença no local 

Vermelha, jamais 
Um dos primeiros parlamentares a conversar com os manifestantes foi o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que discursou em um dos carros de som durante o protesto. Bolsonaro disse que ainda não é candidato, mas, caso venha a ser, sua bandeira “jamais será vermelha”.  
 
Tranquilo e sereno
A senadora e atual presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), também esteve presente no ato de protesto, no lado do grupo a favor do habeas corpus do ex-presidente Lula. Segundo a petista, a caravana do partido deve continuar pelo país, independentemente da decisão do Supremo Tribunal Federal, e que Lula “está bem, sereno e com a consciência tranquila dos inocentes”.
 
Em casa
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou o julgamento de seu pedido de habeas corpus preventivo na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), em companhia da ex-presidente Dilma Rousseff, do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e dos governadores de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do Acre, Tião Viana, e do Piauí, Wellington Dias.
 
Veredicto
Após um julgamento longo e repetitivo, que teve quase 11 horas duração, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitaram o pedido de habeas corpus preventivo ao ex-presidente da Lula. Após o empate no placar, que chegou a marcar 5 x 5, a presidente da Corte Suprema, a ministra Cármen Lúcia, fez a sua explanação e votou contra o HC de Lula.
 
Tudo em família
Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), na última quarta-feira, determinou a retomada do cargo a três prefeitos de cidades do sul da Bahia, que foram afastados há cerca de cinco meses por desvios de R$ 200 milhões em contratos públicos. Eles foram acusados de usar empresas de familiares para simular licitações e desviar dinheiro de contratos públicos. A decisão TRF-1 determina que cada um deles pague 10 salários mínimos (R$ 9.540) para reassumir a gestão das cidades. A decisão ainda cabe recurso.

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