Crise aguda

Conversa Inteligente / 30/03/2021 - 00h46

Além da pandemia, que não para de avançar em Montes Claros, a ausência do prefeito Humberto Souto tem gerado especulações sobre a governabilidade do município. Em casa, sob cuidados médicos, o poder municipal começa a ser disputado dentro do seu próprio grupo político, gerando discórdia e desunião sobre as ações e diretrizes na área administrativa.

Ausência 
Usando a metáfora de que na política não há lugar vazio, a ausência presencial de Humberto Souto causa transtornos notórios à gestão municipal. Maior cidade do Norte de Minas não para, está sempre em movimento. Neste momento, a situação exige pulso, liderança, altivez para superar uma crise sem precedentes. Faltam interatividade com a população e ações eficazes. A Montes Claros de hoje nem de longe lembra a cidade da campanha eleitoral. 
 
Fora dos trilhos 
Além do colapso na saúde, praças e logradouros estão sem a manutenção devida. Há mais de um ano que a praça da Matriz está cercada de tapume. Ruas esburacadas, mato e o lixo se acumulam nos bairros. Para completar, obras inacabadas, outras tantas sem prazo de conclusão... A cidade está neste momento como um trem fora dos trilhos. 
 
Legislativo: desgaste
Vereadores precisam ficar atentos. A Casa Legislativa de Montes Claros tem sido bombardeada nas redes sociais. Licitação de aluguel de carros e lanches, além da omissão de não questionar o governo Humberto Souto sobre os milhões que vieram para prevenir o município da pandemia do coronavírus, estão gerando desgaste e indignação do montes-clarense.
 
Crise no PSL 
Desde a saída do presidente Bolsonaro do PSL, a legenda vive uma crise sem fim. Agora, o Tribunal Especial de Julgamento do segundo pedido do impeachment do governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, ratificou decisão de afastamento do cargo por 120 dias , acusado de crime de responsabilidade. O pedido de impeachment está relacionado à compra de respiradores sem licitação.

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