Conspiração

Conversa Inteligente / 29/06/2021 - 00h56

Quando o poder embriaga e fascina, não satisfazendo a todos, o propósito fica secundário. E o racha é inevitável. Não há limites para os que têm o poder acima de tudo. Confira o governo Humberto Souto em cinco atos.

Conspiradores: primeiro ato
Enquanto o prefeito Humberto Souto faz da sua casa a residência extraoficial do governo municipal, cresce a conspiração, no segundo mandato, entre aliados em busca do poder. Uma das estratégias é isolar a possível candidatura do presidente da Câmara, Cláudio Rodrigues (Cidadania), a deputado estadual.
 
Conspiração: segundo ato
Sabendo que o prefeito Humberto Souto terá limitações presenciais durante campanha do próximo ano, a ideia dos situacionistas é fatiar o bolo (apoios) entre vários candidatos.
 
Conspiração: terceiro ato
Pulverizados os apoios, a ideia é refazer o cenário depois das eleições de 2022, pensando na eleição municipal de 2024, sem a presença de Souto, que estará com 90 anos. 
 
Conspiração: quarto ato
Os deputados bem votados em Montes Claros apostam na reeleição para disputar a cadeira de prefeito em 2024. Explodindo entre os aliados do grupo situacionista a guerra pelo poder e o legado fatiado de Humberto Souto.
 
Conspiração: quinto ato
O projeto da ala situacionista é não perder o poder. Acredita que Souto terá limitações físicas e emocionais durante o mandato para gerir o município com intensidade, deixando espaço para a disputa entre os aliados.
 
Afastado 
Fazendo uma analogia para explicar a importância na linha de frente de uma gestão pública, lembro de uma frase do livro “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu, que diz: em uma guerra a liderança de um líder é fundamental. Se as ordens não são claras e diretas, se as ordens não são completamente entendidas, o general é o culpado. Assim, parece viver Montes Claros com o segundo mandato de Humberto Souto (em casa sob cuidados médicos).

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