Acabou a lua de mel

Conversa Inteligente / 07/01/2021 - 00h06

Enquanto os prefeitos reeleitos de BH e Betim falam em crescimento e recuperação econômica, o prefeito de Montes Claros, também reeleito, resolve manter o mesmo discurso de antes da eleição: culpar terceiros pelas falhas da sua administração e levar a população no lero lero, apenas se limitando a dizer que as coisas vão ficar difíceis, sem apontar ou buscar soluções. Ora, na eleição, no conforto do lar, sob cuidados médicos, a propaganda de campanha mostrava uma cidade pujante em que tudo estava ótimo e feliz. Depois que ganhou é um tal de a coisa tá feia, complicada, difícil. A verdade é que a lua de mel teve vida curta. 

Puxadinho 
Se continuar a imagem de puxadinho da Prefeitura de Montes Claros, a Câmara Municipal de Montes Claros vai cair no descrédito logo, logo. Função de vereador não é bajular prefeito, nem o Executivo, é ser o fiscal do dinheiro do povo. 
 
Legalmente questionável 
Depois da eleição, o governo Humberto Souto precisa ser questionado, legalmente, sobre os milhões gastos na sua gestão em obras – prestar conta de cada real. É imprescindível que os vereadores exerçam sua função legislativa de fiscalizar, cumprindo seu papel constitucional. 
 
Farsa 
Se alardeava durante a campanha, na propaganda do governo Humberto Souto, uma cidade em pleno desenvolvimento, milhões em caixa, obras em todos os lugares. Por que agora puxaram o freio de mão, estão a passos de tartaruga, falando em enxugar, demitir? A farsa da campanha ficou evidente com o reajuste na tarifa do transporte urbano. Sem falar na preparação de doses amargas que estão sendo elaboradas com medidas restritivas que vão afetar profundamente a vida do montes-clarense.
 
Reflexão política 
A política não é apenas coisa de político. Não é algo distante do cotidiano. Política não se restringe apenas ao voto. Temos que compreender que a política é um instrumento de transformação. É da natureza humana dependermos uns dos outros, lutando pelo bem comum. A política não se limita aos governantes. Ela precisa da participação cidadã. 

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