A novela da sucessão

Conversa Inteligente / 27/02/2018 - 07h00

Começa a andar o trem da sucessão mineira. Tudo passa pelos números das pesquisas de bastidores – elas vão nortear as articulações.
 
Governador no Senado
Crescem os rumores nos bastidores da articulação política de que o governador Fernando Pimentel tem analisado no seu núcleo político a possibilidade de sair candidato ao Senado. O receio de Pimentel é deixar o governo nas mãos do vice-governador, Antônio Andrade.
 
Vice calado
Mantendo o jeito mineiro de ser, o vice-governador Antônio Andrade (MDB) tem ficado rouco de só ouvir – não pronuncia uma só palavra sobre a celeuma da sucessão mineira.
 
Empresário no jogo
O nome do empresário Vittorio Medioli (Podemos), prefeito de Betim, começa a surgir no xadrez da sucessão mineira. Seu nome circula como possibilidade de se formar um grupo para agregar forças num projeto de que o governador Pimentel sairia candidato ao Senado, e ele, ao governo.
 
Desprezo
Até bem pouco tempo caminhar ao lado do senador Aécio Neves era um espaço disputado pelas grandes lideranças de Minas. Uma foto, um abraço, aperto de mão eram sinais de prestígio no grupo “aecista”. Agora, depois que o seu nome foi para o furacão da Lava Jato, são poucas as figuras que defendem a reeleição do senador. 
 
Vaidade
A política mexe mesmo com a vaidade humana. Tem gente próxima ao deputado federal Rodrigo Pacheco (MDB) pedindo para ele baixar a bola. Lembrando a famosa frase do ex-governador de Minas, Magalhães Pinto: “Política é como nuvem. Você olha ela está de um jeito. Você olha de novo e ela já mudou”.
 
Precisa de oxigênio
Apesar de defenderem na imprensa e junto aos aliados a reeleição do governador Fernando Pimentel, nos bastidores os deputados e lideranças políticas (aliados) são unânimes em afirmar que ele precisa de oxigênio (recursos), caso contrário, a reeleição morre asfixiada.

“Enquanto você achar que tudo é culpa de alguém, você vai sofrer muito.”
Dalai Lama

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