Rabello balança

Coluna Esplanada / 10/03/2018 - 07h43

O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, está fritando no cargo. Ele é o nome do PSC para disputar o Planalto e se queimou com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira – seu superior direto – após fazer críticas ao presidente Temer. Foi na Marcha dos Prefeitos em Cuiabá, na quarta-feira. Rabello deu uma estocada em Temer: “Vamos desembolsar R$ 90 bilhões (em investimentos) e R$ 130 bilhões (ao Tesouro, referentes a empréstimos) para coisa nenhuma, essa é a verdade”. Foi muito aplaudido, mas ecoou em Brasília e no exterior.

No muro
A próximos, Rabello diz que pode desistir de concorrer (tem 1% das intenções de voto) e afirma que tem o poder de escolher se continua presidente do BNDES ou disputa.
 
Nos ouvidos 
Furiosos, assessores do Palácio fizeram o caso chegar aos ministros Moreira Franco e Dyogo Oliveira, que tratam de atração de investimentos para encontros em Nova York.
 
Fritura
Para o ministro do Planejamento, em conversa com palacianos, Rabello ‘extrapolou’ e ‘não tem mais escolha há meses’. Rabello tem até dia 7 de abril para decidir se sai. 
 
Em baixa
Dirigentes do MDB têm consultado interlocutores do mercado para sondar a aceitação ao nome do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, como eventual candidato do partido ao Planalto. A sondagem informal mostra o ministro em baixa na bolsa de apostas políticas. Meirelles é filiado ao PSD, hoje aliado do governo. 
 
Calma, doutor
Funcionários vizinhos ao gabinete 506 no anexo 4 da Câmara se assustaram na tarde da quarta com a gritaria ocorrida no gabinete do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA). Era o próprio parlamentar que, aos berros, se dirigia a assessores e funcionários da Casa. 

Precedente
Jordy já protagonizou cenas semelhantes quando foi líder da legenda e presidente da CPI do Tráfico de Pessoas. Quando ocupava a liderança do PPS, servidores deixaram a repartição por conta da suposta grosseria do parlamentar.
 
Fanfarrão
Filiado ao Patriotas, o ator pornô Alexandre Frota não apenas bebeu champanhe no STJ. Passou-se por repórter e entrevistou o advogado de Lula, Sepúlveda Pertence. 
 
Pressão por tabela
O ex-diretor Cássio Cabral Kelly, apadrinhado do líder do PTB, deputado Jovair Arantes, tem utilizado o Sindicato dos Servidores da Susep para pressionar a diretoria do órgão. Quer impedir a investigação de denúncias com suspeita de que teria favorecido a empresa Capemisa.
  
Ôh de casa
Cássio Kelly foi exonerado sob suspeita de má conduta e favorecimento, e pediu para ser lotado na área de liquidações. Outra curiosidade é que a maioria das envolvidas em liquidações contrataram escritórios de advocacia com sede nas cidades de Kelly (Niterói) e Jovair (Goiânia). 
 
Silêncio 
A assessoria da Susep não se pronunciou, e não indicou o contato de Kelly; e o deputado Jovair não retornou as ligações. 

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