PT prova do veneno

Coluna Esplanada / 13/11/2021 - 00h41

O Partido dos Trabalhadores está provando do veneno da impunidade que escorreu pelas mãos da presidente Dilma Rousseff e pairou no decreto de indulto aos mensaleiros que ela assinou antes de deixar a presidência. Ao perdoar o mensaleiro Valdemar da Costa Neto, dono do PR – hoje de novo Partido Liberal –, com indulto confirmado pelo STF, Dilma abriu caminho para que ele, absolvido dos crimes, pudesse retomar o comando do partido e fazê-lo crescer. O PL hoje é o principal aliado do presidente Jair Bolsonaro, com centenas de prefeitos e forte bancada no Congresso. Bolsonaro é o principal rival de Lula da Silva (PT), que já contou com Valdemar e Ciro Nogueira (Progressistas) ao seu lado. Hoje, a dupla está com Bolsonaro dentro do Palácio.

Foi e voltou
Valdemar foi condenado a 7 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em 2013. Cumpriu dois anos e meio da pena. E foi indultado em 2016.
 
Moro & morar
Há uma frase-slogan circulando entre “moristas” – assim já chamados os apoiadores de Sergio Moro – como mote para sua eventual campanha: “Moro no Palácio”. 
 
Acredite se quiser
A “caradurice” é tanta no gabinete do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) que teve proposta de rachadinha até no acerto dos direitos de uma demitida que o denunciou.
 
Agenda presidencial...
A fila de autoridades portuguesas interessadas em conhecer o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mostra o quanto o pré-candidato já chamou atenção na Terra Mãe. Ele aterrissou em Lisboa para prestigiar seminário da faculdade IDP dia 15, e mal chegou ao hotel já havia pedidos de agenda até do presidente Marcelo Rabelo.
 
...Na Terra Mãe
Além de Rabelo – com quem Pacheco se reúne no domingo –, o senador já se reuniu com o ex-primeiro ministro Pedro Passos, com o ministro da Ciência e Educação, Manuel Heitor. E com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.
 
Moro excluído
Advogada do presidente Jair Bolsonaro, Karina Kufa excluiu a apresentação que o ex-ministro e agora presidenciável Sergio Moro fez para “Cibercrimes e seus reflexos no Direito brasileiro”, o livro que ela escreveu em parceria com os colegas Alessandro Gonçalves Barreto e Marcelo Mesquita Silva.
 
Para refletir
Essa notícia é a cara do Brasil: uma carreta com milhares de livros tombou em São Pedro do Avaí (MG) na quinta-feira. A carga não foi saqueada. Se fosse de cervejas... 
 
Queimando a língua
Deputados do PSL da ala bolsonarista não escondem constrangimento com a iminente filiação do mandatário ao PL, partido com histórico de visitas de camburões. Isso porque foram eleitos na onda de 2018, que pregava o combate à corrupção, defesa da Lava Jato e ética na política. 
 
Racha
Hoje, a bancada do PSL soma 53 deputados. Destes, 20 são fidelíssimos ao presidente, mas ainda estão em dúvida e avaliam cenários nos estados antes de eventual embarque no PL. O PSL rachou em 2019 após a desfiliação de Bolsonaro. Uma ala seguiu alinhada ao presidente e outra ao deputado Luciano Bivar (PE), presidente da sigla.
 
Bolsolão
A decisão do STF que suspendeu as emendas de relator, conhecidas como “orçamento secreto”, reacendeu o movimento da oposição para tentar instalar a “CPI do Bolsolão”, proposta há seis meses pelo PSOL na Câmara. O objetivo da comissão, segundo o partido, é apurar o uso político de recursos públicos pelo governo Bolsonaro. 
  
Bolsolão 2
Para que a CPI seja instalada, são necessárias 171 assinaturas. Até o momento, foram coletadas pouco mais de 60. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e líderes aliados ao Planalto atuam para barrar a CPI. 
 

 

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