Peleja que não tem fim

Coluna Esplanada / 17/10/2020 - 00h01

O mundo está envolto na pandemia do novo coronavírus - um micro-organismo que surgiu e, de uma hora para outra, virou o planeta de cabeça para baixo. Cidades inteiras, países e continentes tiveram que mudar hábitos, rotinas e entrar em uma nova forma de viver o dia a dia de forma a tentar se proteger da doença. E, em meio a todo esse caos, o homem do sertão mineiro precisa continuar sua peleja, enfrentando uma dificuldade nada nova para ele: a falta de água até para beber.

Entra ano e sai ano e as comunidades rurais do semiárido mineiro têm que lidar com o desabastecimento por causa da estiagem. Várias ideias para amenizar esse problema tão antigo já foram apontadas, mas nada sai do papel e o sertanista continua a sofrer na pele os impactos provocados pela seca.

Nesta semana, mais 34 municípios foram incorporados ao programa de ajuda da Defesa Civil Estadual, que leva água à população por meio de caminhão-pipa. Com essas novas inclusões, já são 60 cidades atendidas, de 129 que integram a área mineria da Sudene, que já decretaram situação de emergência e já tiveram o quadro reconhecido pelo Estado e pela União.

Até quando esses cidadãos ficarão à mercê do que a natureza pode lhes prover ou de socorros que chegam depois de o quadro já estar crítico? Com certeza, os milhões de reais empregados na contratação de caminhões-pipa, a cada ano, poderiam ser melhor empregados em projetos que garantissem a autonomia do abastecimento.

Mas, enquanto o investimento para esse tipo de tecnologia não chega, cabe ao homem do campo que vive nessas áreas conhecidamente impactadas pelas condições climáticas esperar por algum milagre ou continuar a aguentar a vida seca. 

 

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