O de sempre

Coluna Esplanada / 17/04/2021 - 00h38

O velho e experiente MDB vai dando as caras para não ser um coadjuvante abandonado no cenário eleitoral de 2022. A postura do ex-presidente Michel Temer em abrandar o discurso crítico sobre a ex-presidente Dilma Rousseff e a articulação em andamento para se lançar ao Planalto – conforme a Coluna antecipou ontem – indicam que PT, PSDB e até o presidente Jair Bolsonaro (ainda sem partido) serão obrigados a sentar à mesa para conversar com o cacique. MDB ainda tem grande bancada no Congresso Nacional, e é o maior partido municipalista do país. Os prefeitos e vereadores são os melhores cabos eleitorais para uma campanha nacional.

Ministérios, sempre

Há quem veja a decisão de Temer como grande jogada para ganhar o que realmente interessa ao MDB num eventual futuro governo de Lula, de Jair ou de outro nome.
 
Lulista
Sem perder tempo, também, tido como um “independente” dentro do partido, o senador Renan Calheiros vai dando mostras de fidelidade a Lula da Silva desde 2019.
 
Chanceler?
Uma frente suprapartidária de aliados comenta que Michel Temer pode ser chanceler do Itamaraty, de qualquer governo com o qual o MDB fechar. E é sonho dele.
 
Cadê o nióbio?
Um mistério continua nas gavetas da Polícia Civil de Minas Gerais há quase seis anos. Onde foi parar a carga das dez carretas encontradas estacionadas numa estrada de terra, e vazias, após saírem em comboio das minas de Araxá? O nióbio, a preciosa carga que foi levada pelos bandidos profissionais, valia quase R$ 1 bilhão.
 
Minério tech
Segundo a fonte da Coluna, a carga (de minas exploradas pelo governo do Estado e setor privado) ia para a China, pelo porto de Vitória (ES). O nióbio é o mais caro minério do mercado, usado na indústria bélica, aeronáutica e de eletroeletrônicos.
 
Grita textual
O PT estava desesperado com o julgamento do pedido de impugnação da decisão do ministro Edson Fachin que anulou as condenações do ex-presidente Lula. A presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e os ex-presidentes Lula e Dilma soltaram seguidas notas com tons críticos e até intimidadores sobre “não mexer nos direitos de Lula”.
 
Dois pesos
Para críticos do partido, no Congresso, o tom petista é o conhecido de sua cúpula. Um cacique soltou: Absolver Lula numa canetada só, dentro de um plenário de 11 ministros, é democracia. Mas a Corte seguir o amplo direito processual de contestação de uma sentença... é golpe. Referindo-se ao pedido de impugnação feito pela PGR.
 
Sarah sem UTIs
Alvo de críticas na praça por não ceder espaço de suas amplas instalações para receber leitos de UTI e pacientes com Covid-19, a Rede Sarah de hospitais entrou na mira da Procuradoria da República no DF, que requereu informações sobre a situação. A Sarah trata pacientes com trauma, sua especialidade, e recebe milhões de reais por ano em verbas federais via emendas parlamentares.
 
Os pacientes
Em ofício ao MPDFT e MPF, para justificar por que não recebe pacientes da rede pública de saúde de Brasília, a Rede Sarah destacou que, em suas nove unidades no país – inclusive na capital federal – trata cerca de 1,5 milhão de pacientes por ano, a maioria deles de idade avançada e de grupo de risco para a Covid-19, em leitos especificamente para os internados, sem poder paralisar estes tratamentos.
 
Cirurgias
Em resposta à reportagem, a Rede Sarah informou que, em Brasília, a unidade está recebendo “vários casos graves de pacientes para cirurgia de tumores cerebrais do Hospital de Base”, e que por isso suas UTIs estão lotadas.

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